Dilemas da doação de órgãos

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    Em 1988, a constituição brasileira decretou o direito à vida, isto é, permite a doação de órgãos. O país incentiva a ação, entretanto a sociedade não é informada à respeito desse assunto de forma objetiva, dessa maneira o senso comum cria mitos, recorrendo na alienação por parte da população. Sob esse viés, vê-se que a nação impôs uma problemática social, uma vez que muitas vidas poderiam serem salvas através do transplante.
         De acordo com a Lei 9.434/1997, institui-se que o processo de doação deve ser de livre vontade com a autorização do doador e sua família. Nesse sentido, o estado busca o esclarecimento familiar para que não haja conflito, já que a sociedade tem uma grande dificuldade de entender e aceitar tal ato. Essa falta de conhecimento produz danos, como o acontecido na revolta da vacina que as pessoas não sabiam o que era esta e recusaram-se a ser vacinado. Em virtude desses fatos, vale destacar o quão pobre de informação é a população, pois a consequência de não ocorrer a transferência do órgão é de várias famílias perderem seus entes por causa de uma visão retrógrada.
           Segundo o Ministério da Saúde, o número de doadores de órgãos cresceu 75% durante 7 anos, ou seja, houve um aumento, mas não o suficiente para a fila diminuir. Um dos fatores que promoveu a ocorrência dessa elevação, foi o presidente Michel Temer ter assinado um decreto que disponibiliza um avião da FAB (Força Aérea Brasileira), exclusivamente, para o transporte dos órgãos, conforme o jornal o Globo. Nesse ínterim, a implementação de novos recursos possibilita a facilidade e agilidade da ação, que poderia ser maior, caso os parentes cedessem os órgãos de quem morre por encefalite, que é o falecimento apenas cerebral e o resto do corpo fica em funcionamento até o coração parar.
          É possível, portanto, que o Ministério da saúde fomente campanhas informativas pelo meio das mídias para que seja desmistificado mitos sobre a doação de órgãos, logo a sociedade mudará sua linha de pensamento e começará a doar e as famílias permitirá o transplante, respectivamente, muitas pessoas será beneficiadas e diminuirá a fila de espera. Além disso, cabe o Ministério da educação integrar na grade curricular a didática da doação de órgãos que poderá ser ensinada pelo professor de ciências biológicas, assim os estudantes aprenderá a importância de salvar vidas e com essa informação romperá a alienação e criará um Brasil mais solidário possibilitando o direito de todos viverem.