Dilemas da doação de órgãos

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    O avanço da medicina moderna teve início na Revolução cientifica e se acentuou na século XX com os avanços tecnológicos, de forma que o transplante de órgãos se tornou possível e atualmente um só doador é capaz de salvar dezenas de pessoas. No entanto, assuntos como a doação de órgãos ainda são um tabu, de forma que a negação familiar ao transplante póstumo ainda é o maior problema da campanha de doadores, assim como a má logística nacional que impossibilita que todas as doações cheguem aos necessitados.
          Nesse contexto, uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) constatou que maioria das pessoas doaria seus órgãos postumamente, porém, uma minoria afirma já ter conversado sobre o assunto com um parente. Como consequência direta, mais da metade das famílias recusa a doação, motivados por convicções religiosas e pelo desconhecimento da vontade do falecido.
          Outro aspecto a ser abordado é o desperdício de doações em decorrência da falta de uma logística eficiente, visto que muitos órgãos só podem ser conservados por alguma horas após serem retirados do corpo. Visando a diminuição desse problema, alguns estados brasileiros possuem aviões dedicados apenas para esse tipo de transporte, no entanto, a maioria das unidades federativas ainda dependem de voos comerciais para realizar o processo, tornando inviável o transporte entre regiões distantes.
          Em decorrência do exposto, é evidente que atitudes devem ser tomadas no intuito de mitigar os problemas nacionais envolvendo a doação de órgãos. Uma possível solução é a parceria entre ONG's e mídia, com o objetivo de divulgar as campanhas de recrutamento de doadores assim como combater a desinformação sobre o assunto, através de propagandas informativas em canais da televisão aberta. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, através de subsídios da Receita Federal, garantir à cada estado uma aeronave para o transporte ágil e seguro dos órgãos, dessa forma, será possível diminuir as intermináveis filas de espera por órgãos no Brasil.