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    No filme Sete Vidas, o ator principal, Will Smith, ao sentir-se culpado por um acidente automobilístico, decide salvar sete indivíduos. Para tanto, o personagem doa estruturas corporais plausíveis durante sua trajetória vital, e, posteriormente a sua morte, deixa decretado que também salvaria a existência de outros doentes. De maneira análoga, é perceptível atitudes brasileiras semelhantes a da ficção, uma vez que , é substancial o aumento dos doadores de órgãos na contemporaneidade. No entanto, a fila de espera para recebê-los é indubitavelmente maior. Nesse sentido, não obstante, devem-se analisar maneiras para efetivar o índice de concessores na densidade demográfica, tendo em vista que a ausência de informações e a relutância familiar são os maiores empecilhos para resolver esse impasse.
     Em primeira análise,o envelhecimento populacional e o crescimento da incidência de certas patogêneses, como a obesidade, hipertensão e diabetes, que ao evoluírem tornam necessários o recebimento de um novo órgão, elevam o índice do Cadastro Técnico Único (CTU). Diante desse pressuposto, evidencia-se também a necessidade de maiores taxas de doadores . No entanto, isso não acontece , e, baseia-se ,muitas vezes, na ausência de conhecimento por parte do corpo social mediante aos procedimentos das doações, inclusive,o número de leigos sobre a doação da medula óssea, rim e parte do fígado em vida, são consideráveis .Ademais, suspeitas de corrupções e venda dos componentes do organismo ilegais também encaixam-se entre as causas que impossibilitam o incremento de fornecedores . 
      Outrossim, o maior desafio vigente é convencer os núcleos familiares a doarem órgãos e tecidos de seus ente queridos, apesar de ,na maioria dos casos, o falecido ser um potencial doador. Tal assunto é muito delicado, em virtude do sofrimento familiar. Acresce-se ainda o déficit em que as pessoas possuem sobre o conceito de morte encefálica, já que, mesmo com a ajuda de aparelhos, o indivíduo aparenta estar vivo, e isso gera esperanças utópicas . Dessa forma, muitas famílias utilizam-se da religião como fator para não praticar esse ato de solidariedade. Todavia, muitas doutrinas, na verdade, incentivam a doação. Em virtude dos fatos mencionados, fica explícita a necessidade de maximizar as taxas de doadores.
      Portanto, torna-se imperativo que pedagogos das escolas de rede pública e privada, em parceria com ONGs e instituições religiosas, realizem palestras educativas e debates que respondam as dúvidas de toda a comunidade, como forma de potencializar o número de concessores. Por outro lado, urge que o Estado, na figura do Ministério da Saúde, desenvolva cursos obrigatórios para funcionários hospitalares e amplie o número de psicólogos , com o fito de auxiliar as famílias no momento tão delicado, e saber incentivá-las a melhorar e, até mesmo, salvar vidas .