Dilemas da doação de órgãos

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    A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948. O documento estabeleceu a solidariedade como um dos seus princípios fundamentais. O Brasil é signatário dessa Carta. Apesar disso, poucos brasileiros de dispõem a serem doadores de órgãos. 
          Hoje, o Brasil realiza muitas cirurgias de transplante pelo SUS. O artigo 196 da Constituição Federal criou um sistema de saúde pública igualitário e universal. Depois disso, o país conquistou alguns avanços, entre eles se tornar a nação que mais faz esse tipo de procedimento pela rede pública no mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de transplantes está crescendo no território nacional. Houve um aumento de 15% em relação à 2016. 
         Esses números porém poderiam ser ainda maiores. O presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) afirma que falta informação sobre o assunto no país. Embora o tema não seja um tabu, o Governo não investe o suficiente em campanhas de esclarecimento para a população, os médicos e demais profissionais da saúde. Isso, no entanto, é necessário, pois quase 30 mil pessoas estão aguardando um transplante no Brasil.              
          Como se vê, houve avanços na doação e o nos transplantes de órgãos no país. Entretanto, é preciso aumentar o número de cirurgias dessa natureza no Brasil. Para tanto, o Estado e o Terceiro Setor devem promover campanhas, em diferentes meios de comunicação, para incentivar os brasileiros a se tornarem doadores. Ao mesmo tempo, o Poder Público precisa oferecer cursos de capacitação nessa área para os profissionais que atuam no âmbito da saúde. Somente assim, o direito à vida e o princípio da fraternidade se tornarão efetivos no Brasil.