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    Na Série "Sob Pressão", um dos episódios mostra os médicos tentando  convencer a  mãe de um paciente que sofreu morte cerebral para que  doe os órgãos do rapaz. Fora da televisão, hoje, a doação de órgãos tem sido um grande dilema no Brasil. A falta de orientação populacional é um dos problemas que faz com que poucas pessoas se preocupem de fato com o isso. Sendo assim, fica evidente a necessidade de se implementarem medidas que resolvam, definitivamente, a questão.
      Recentemente, em 2015, o país bateu record histórico na doação de órgãos segundo dados do Ministério da Saúde. Tal fato, fez com que o governo determinasse que o sistema único de saúde tivesse uma aeronave disponível para  transportar órgãos, fazendo com que o número de doação aumentasse ainda mais. Mas, esse problema é muito comum na sociedade brasileira, devido à falta de campanhas que influenciem mais pessoas para participarem das doações. 
      Entretanto outro dilema se dá, pela carência de orientação nos hospitais, uma vez que por conta de mitos de antecipação do óbito em casos de morte cerebral, muitas famílias ficam receosas de realizarem a doação de órgãos. Por outro lado, há ainda a questão do tráfico de órgãos que vem crescendo  na Nação, isso ocorre porque muitas pessoas preferem pagar altas quantias em dinheiro em troca de um coração por exemplo, do que esperar numa fila para consegui-lo.
     Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, "vivemos em uma modernidade líquida em que as relações pessoais se dão de forma muito instantânea". Assim sendo, a Mídia pode desenvolver campanhas criativas na televisão, convidando pessoas para doar órgãos. O Ministério da Saúde deve promover palestras nos hospitais, orientando as famílias dos pacientes sobre as doações e sua importância. Por último, o Ministério da Educação deve introduzir a obrigatoriedade de tratar o assunto nas escolas pois, com o aumento de doadores, as filas para  adquirir  órgãos diminuí.