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    Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil - exemplo em doação de órgãos - tem o sistema público - SUS - que realiza o maior número de transplantes no mundo. Infelizmente, mesmo sendo referência mundial, existem mais de 40 mil brasileiros precisando de algum órgão. Isso deve-se a questões culturais, pois no Brasil temas relacionados a morte são tratados como tabus. Efetivamente é preciso informar a população e incentivar o diálogo.
      Sobretudo, existem inúmeras falhas no processo de doação de órgãos no Brasil: má infraestrutura, profissionais desqualificados, limitada quantidade de transporte aéreo - apesar das melhorias, como empresas privadas e a Força Aérea Brasileira estarem a disposição - são alguns dos que mais emanam mudança. Além disso, é preciso fazer a população refletir e enxergar a situação. E para isso, indubitavelmente, a população deve ser informada e incentivada a debater o tema com seus familiares, pois apenas esses podem autorizar a doação de órgãos após a morte de uma pessoa.
      Inquestionavelmente é visível a falta de conhecimento da sociedade em relação ao tema. Porém, infelizmente, é verossímil que  grande parte da população - mesmo com conhecimento - não se preocupa com a fila de doentes que lutam pela vida. Analogamente é retratado no livro "Ensaio sobre a cegueira" de José Saramago, em que a cegueira branca - mal que acomete os personagens do livro - impede a solidariedade e não permite que um cidadão sinta a dor do outro. Assim, a sociedade atual, inegavelmente, também fecha os olhos diante da extensa fila de espera, tornando-a invisível diante dos portadores da cegueira de Saramago.
      Destarte, o Estado deve propor as Mídias a abordagem do tema em teledramaturgias, por meio de personagens em situação semelhante a dos mais de 40 mil brasileiros nas filas de espera. Pois esses dramas, diferentemente das propagandas, são longos, diários e mais eficientes para influenciar. Assim, essa proposta sendo aceita pelas Mídias colocará o assunto em discussão na sociedade. E em seguida. o MEC e o Ministério da Saúde devem usar cartilhas educativas nas escolas e hospitais.