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    A capacitação medicinal tem evoluído com o passar dos anos, devido os avanços tecnológicos. Hoje, uma das mais importe conquista da medicina é a transferência de órgãos entre pacientes. A qual, mesmo com todas as evoluções benéficas, tem dificuldades para serem realizadas por razões que abrangem a resistência dos familiares e más distribuições de profissionais de saúde capacitados. Nessa perspectiva, é fundamental analisar o complexo cenário dos brasileiros em relação a esse desafios.
        É importante compreender, a priori, que a não aceitação das famílias em doar os órgãos de um ente falecido, complica o crescimento dos procedimentos. Além de ser um momento impactante e lastimoso devido à perda de alguém, a ausência de conhecimento sobre a doação de órgãos faz com que muitos não permitam a transferência. Ademais, a falta de confiança no serviço de saúde, bem como recuo por haver casos de tráfico de órgãos, resulta em baixos índices de consentimento para a cirurgia, como mostra dado da ABTO em 2014 no qual 46% das famílias de falecidos por morte cerebral rejeitaram a operação. Assim, o medo e a apreensão impedem o aumento da doação de órgãos e tecidos no Brasil.
       É crucial destacar, ademais, que a concentração do número de profissionais responsáveis pela transferência de órgãos na região Sul e Sudeste é outro agravante. Tal fato reflete nos números divergentes de doação em cada região, pois, no ano passado, Santa Catarina registrou 36% de doações por morte encefálica, enquanto que Roraima, Tocantins e Amapá não tiveram registros, de acordo com o Registro Brasileiro de Transplante. Dessa forma, o contingente de doações poderia ser maior, haja vista que, muitos indivíduos que falecem possuem estruturas aptas a serem transplantadas, e, muitas vezes, por falta de infraestrutura, não são aproveitadas, deixando-se de salvar vidas.                   Portanto, são imprescindíveis ações para combater o problema, sobretudo, cabe aos profissionais de saúde em hospitais dar informações e explicações sobre transplantes de tecidos e órgãos para as famílias de falecidos com morte cerebral, esclarecendo dúvidas a respeito do procedimento e da importância da doação para aqueles que carecem. Concomitantemente, a OMS e o SUS têm a responsabilidade de criar propagandas que despertem o interesse da população em doar, através de campanhas que incentivem a falar sobre o tema. Por fim, o cuidado e relevância em relação ao processo requerem um melhor preparo de especialistas, mas também melhor distribuição de equipes preparadas e estruturadas pelo país, através do SUS por meio do Ministério da Saúde e Governo Federal. Dessa maneira, a doação de órgãos do Brasil seria promovida, salvando vidas com um ato tão humanitário e preciso.