Dilemas da doação de órgãos

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    No limiar do século XXI, muito se debate sobre os dilemas da doação de órgãos no Brasil. Segunda a ABTO o número de transplantes de órgãos aumentou em 15,7% em 2017. Entretanto, apesar do aumento do número de doadores a não vivência de períodos de necessidade e a falta de informação são empecilhos para que mais vidas sejam salvas. 
          A princípio, o fato de a população brasileira nunca ter vivido uma situação de guerra faz com que a mesma não possua o hábito desse tipo de doação. Em países como os Estados Unidos, França e Alemanha a quantidade de doadores de órgãos é grande, pois a necessidade de transplantes em épocas de conflitos criou uma solidariedade em relação a isso nessas sociedades. 
          Outrossim, vale ressaltar que a falta de informações também corrobora a situação. No Brasil a falta de esclarecimento em relação à doação de órgãos faz com que muitas pessoas não entendam e não se posicionem a favor da mesma. Além disso, muitas famílias brasileiras se recusam a doar órgãos de entes com morte encefálica por não acreditarem no diagnóstico, sendo que o do país é um dos mais seguros do mundo. 
          Infere-se , portanto, a necessidade de medidas que auxiliem o aumento do número de doadores da nação. Sendo assim, o Ministério da Saúde aliado a ONG's de doações deve criar um projeto de estímulo à doação de órgãos, com o intuito de criar cidadãos mais solidários e informados, promovendo campanhas que incentivem esse ato de solidariedade. Soma-se a isso, palestras, nas escolas, com profissionais da área de saúde, que informem sobre a importância da doação. Assim, será possível que mais vidas sejam salvas.