Dilemas da doação de órgãos

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    O filme " Um Ato de Coragem" mostra o drama sofrido por John, personagem principal interpretado por Denzel Washington, pai de um menino que necessita com urgência de um transplante de coração, fazendo-o, assim, lutar contra o tempo pela sobrevivência de seu filho, o que acontece somente no final do longa-metragem. Fora da ficção o drama sofrido por conta de problemas relacionados ao transplante de órgãos é uma realidade no país, e vai desde poucas unidades especializadas até falta de doadores. 
       Uma das adversidades é a distância e o tempo para deslocar um órgão do doador para o paciente, o que muitas vezes acaba prejudicando os que moram em regiões afastadas dos centros de referências no assunto, haja vista que alguns desses órgãos têm até quatro horas para serem reinplantados, como o caso do coração, de acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. Ainda, de acordo com o Ministério da Saúde, o problema principal é a rejeição das famílias, que na grande maioria das vezes não têm conhecimento da vontade do doardor, tendo saltado de 22% em 2008 para 43% em 2017, o que, matematicamente falando, infelizmente dobrou. 
       Contudo, caminhamos lentamente em direção a uma possível solução para o problema. Conforme pesquisa do Datafolha, ainda é ínfima a quantidade de unidades especializadas em transplantes nas regiões Norte e Nordeste, e por conta disso, não se atende a demanda da população nesses locais, que muitas vezes, diferente do final feliz da ficção citada, acabam morrendo. Por fim, segundo matéria do jornal Folha de São Paulo, faltam campanhas que discorram sobre o tema, contribuindo para o desconhecimento da população sobre como o doador pode externar o seu desejo. 
       Portanto, medidas são necessárias para resolver a questão. Uma solução seria criar unidades especializadas em transplantes nas regiões mais carentes desse serviço, bem como, melhorar a estrutura e logística das que já funcionam. Isso poderia ser feito pela União Federal, que repassaria, para os lugares em questão, uma parcela dos impostos arrecadados especialmente para tal ação, essa entrega de recursos aconteceria por intermédio de uma proposta de emenda constitucional aprovada em congresso. Logo, tais providências aumentariam o números de transplantados e, por conseguinte, salvaria vidas. Outra opção seria o Ministério da Saúde, mediante campanhas nos meios midiáticos, principalmente nos horários de maior audiência na tv aberta, explicar a necessidade do doador informar a sua intenção aos familiares. Logo, evitaria o problema da rejeição da família e aumentaria a quantidade de doadores, pois , como disse o médico Dráuzio Varella, " A informação pode salvar vidas".