Dilemas da doação de órgãos

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    A Espanha é o país campeão em doação de órgãos, já no Brasil essa realidade é diferente. O país está no nível intermediário de doações. Apesar das melhorias nos indicadores no último ano, milhares de brasileiros ainda morrem enquanto esperam por um órgão no país. Nesse contexto, deve-se analisar como a escassez de dialogo entre os familiares e a falta de informação contribui na manutenção da problemática.
      A falta de dialogo entre os familiares é a principal causa do problema. Isso acontece porque, na pós-modernidade, as pessoas, conforme defende o sociólogo Zygmunt Bauman na obra “Amor Liquida” buscam não se envolver nas relações interpessoais que desenvolvem ao longo da vida. Por consequência disso, segundo a Associação Brasileira de Transplante, 47% das famílias se recusam a doar órgãos de parentes com mortes cerebrais, não se importando se há pessoas que precisam do transplante e não contribuindo com um simples, porém grande, gesto de compaixão. 
      Além disso, nota-se, ainda, que a falta de informação sobre o processo de doação também é responsável pelo baixo indicie de doadores. Isso acontece porque, as falsas crenças influenciam as pessoas mais humildes, por falta de entendimento e da desconfiança no sistema público de saúde. Muitas pessoas, por exemplo, negam a autorização do coração com temor de que o morto precise do coração “para outra vida”. Por consequência a esperança de vida daqueles que aguardam um órgão na fila diminuí drasticamente.
      Portando, medidas são necessárias para combater esse impasse. Em razão disso, Ministério da Educação, em parceria com escolas, deve incluir a disciplina de ética e cidadania no currículo escolar dos ensinos infantil, médio e fundamental. Essas aula, deverão disseminar o hábito da empatia. Ademais, o Ministério da Saúde, disseminar nos meios de comunicação, propagandas que, além de incentivar a doação de órgãos, informe a população como, de fato, é o processo. Dessa forma, o Brasil poderá aumentar seus números de doações e diminuir mortes na fila de espera.