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    Após a Segunda Guerra Mundial, houve um aumento de solidariedade entre as pessoas. No entanto, ainda é alto o índice de não autorização por parte das famílias. Para se ter uma ideia, seria possível zerar a fila das pessoas que esperam um órgão compatível se as famílias de todos os possíveis doadores autorizassem a doação. Hoje, cerca de 43% dessas  famílias ainda se nega a doar.
         Todo paciente com morte encefálica-lesão irrecuperável do encefálo que causa interrupção definitiva de todas as  atividades cerebrais- é um potencial doador. A decisão final sobre o destino dos orgãos da pessoa, no entanto, cabe à família. Existe  uma dificuldade em compreender o conceito da morte encefálica, que contribui para a negação das famílias. É algo que ainda não está sedimitado para a maior parte da população. A pessoa está na UTI(Unidade de Terapia Intensiva), com o cérebro morto, mas o coração batendo e os outros orgãos funcionando. Para alguns, é difícil aceitar que ela morreu.  Parece que há sempre uma luz no fim do túnel.
        As campanhas de incentivo à doação não são o bastante. As pessoas precisam a mais do que motivação para isso. É necessário toda uma educação relativo à doação de orgãos. É importante também, que os familiares do paciente estejam inseridos em todo o processo de acompanhamento médico, de modo que, no caso de óbito, tenham tempo para compreender e lidar com a situação.
         É preciso, nesse sentido, focar principalmente na qualificação profissional, com curso de comunicação em situações críticas, e formação de coordenadores hospitalares de transplante, engloblando as etapas do diagnóstico de morte encefálica. Também na profissionalização da coordenação de transplantes e a implantação de roteiros técnicos em todo o processo de doação( notificação, manutençã, entrevista familiar). É necessário  ter profissionais bem formados nos hospitais, coordenam os transplantes, e uma organização capaz de solucionar os problemas que surgem no dia a dia dos hospitais.