Dilemas da doação de órgãos

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    A doação de órgãos é o processo em que uma pessoa em vida ou que foi acometida de morte cerebral ou parada cardiorrespiratória doa seus órgãos para tratamento de outras pessoas. É uma atitude simples e de extrema importância no mundo, milhares de vidas já foram salvas, contudo, enfrenta seus dilemas, sendo uma ação que precisa e deve ser estimulada. 
        Apenas um doador pode salvar dezenas de vidas, segundo o Portal da Saúde do Governo Federal, doadores em vida podem doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou parte da medula óssea, já doadores falecidos de morte cerebral podem contribuir doando o coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões, os indivíduos acometidos de parada cardiorrespiratória podem doar apenas tecidos, como a córnea, os vasos, partes da pele, ossos e até os tendões podem ser transplantados para outrem. 
        Ademais, nos últimos dez anos no Brasil, de acordo com dados do RTB (Registro Brasileiro de Transplantes Estatística de Transplantes), houve um aumento de 63,8% no número de transplantes realizados em 2014, foram cerca de 23.226 procedimentos, um êxito para os órgãos da Saúde e familiares dos doadores, porém, ainda são milhares os pacientes na lista de espera para receber um transplante, aproximadamente 32.900 pessoas registradas até o mês de junho de 2017. Além disso, no cenário internacional, os problemas com o tráfico de órgãos, ainda é uma realidade, a exemplo de Israel e Índia, que são os maiores compradores e vendedores de órgãos no mundo, respectivamente, segundo dados do Ministério Público Federal. 
       Diante dos fatos supracitados, como dizia Séneca: “Muitas vezes uma pequena oferta produz grandes efeitos”, é necessária uma atuação maior da família diante do assunto, promovendo o diálogo e a informação entre os familiares sobre a doação, a fim de fomentar essa prática, some-se a isso os Governos intensificarem o apoio a causa, via das propagandas e incentivos financeiros a população, como isenções a taxas e impostos, a exemplo também dos doadores de sangue, que obtém descontos em concursos e vestibulares, além disso, os Estados promoverem operações policiais contra o comercio ilegal de órgãos, com objetivo de sanar essa problemática, pois com tais práticas, tanto o comércio ilegal é neutralizado, assim como mais vidas serão salvas.