Dilemas da doação de órgãos

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    No filme “O Espetacular Homem-Aranha”, o projeto pelo qual Peter Park adquire as características de aranha utiliza o cruzamento genético de espécies, a fim de que o indivíduo desenvolva a auto cura, solucionando, assim, os problemas de acesso à medicamentos, hospitais e principalmente, à órgãos e tecidos. No entanto, a tecnologia utilizada no filme ainda não faz parte da nossa realidade. Por isso, para satisfazer demandas de falecimentos de órgão ou tecidos a humanidade tem adotado o transplante que, por sua vez, pode ocorrer apenas por intermédio de doações e é por sua escassez que o Brasil enfrenta um grande desafio na saúde pública. 
          Embora os índices referentes as doações apresentem um crescimento considerável nos últimos anos, não é o bastante, pois, concomitantemente crescem as ocorrências de acidentes de trânsito, domésticos, tentativas de homicídio, entre outros fatores que possam ocasionar a carência de um órgão e/ou tecidos. Portanto, o país não supri a demanda e permanece sem solução para as vastas filas de espera por transplantes em seu sistema de saúde. 
          Em virtude disso, é imprescindível o engajamento do Ministério da saúde em considerar os aspectos que impedem que os brasileiros se tornem doadores e solucioná-los. Boa parte da população alega a religião, a desinformação e até mesmo o mau estado do sistema de saúde como principais barreiras para doar. Ou seja, há carência de diálogo entre a família, nas escolas, não existem esclarecimentos adequados sobre o tema, o procedimento e destino dos órgãos. E são insuficientes os investimentos direcionados para a causa, tendo em vista a necessidade de transporte dos órgãos intermunicipais e estaduais, de profissionais qualificados para intermediar e exercer os procedimentos e suporte a ser dado posteriormente para ambos os pacientes. 
          Portanto, o país não desfruta de um sistema preparado para suportar todas as doações que almeja e necessita angariar. Destarte, as doações de órgãos são de suma importância para o bem-estar da sociedade e são cruciais medidas que amenizem a problemática da ausência de doadores. Para isso, ações conjuntas entre Governo e seus ministérios, bem como as Ong’s consistiriam em: estabelecer feriado nacional o dia internacional da doação de órgãos, 27 de setembro visando destacar a companha e oferecer conforto e tempo para que o indivíduo busque tornar-se um doador. As Ong’s, em parceria com o MEC e MTps podem visitar escolas e empresas dissuadindo conhecimento sobre a campanha “ setembro verde” com palestras, teatros e dinâmicas durante todo o mês, objetivando o diálogo entre os adultos, jovens e crianças em suas casas. Por fim, alcançando a sensibilização da sociedade em geral.