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    O processo de doação de órgãos é definido como um conjunto de ações e procedimentos que consegue transformar um potencial doador em doador efetivo. Este processo passou a ser realizado no Brasil na década de sessenta, entretanto, sem a devida regulamentação. Somente em 1997 com a criação do Sistema Nacional de Transplantes, é que surge uma distribuição efetiva de tecidos e órgãos no país. Hoje, o Brasil dispõe do maior programa público de transplantes do mundo. Mas o número de contribuições precisaria ser maior para atender a população do país.  Episódio que não ocorre devido à desinformação da população acerca das doações, e da falta de estrutura dos hospitais na realização de transplantes
    Ceder órgãos significa doar vida. Os órgãos retirados de uma pessoa saudável pode salvar pelo menos outras nove. Vidas são transformadas e continuadas através da doação. Em 2009, um transplante de fígado permitiu que Steve Jobs retornasse à sua vida, e continuasse mudando a de milhões de pessoas com suas invenções. A doação gera mudanças em série. E o Brasil, que segundo o Ministério da Saúde realizou 12,2 mil transplantes entre 2010 e 2015, revela-se potencial doador. No entanto, este número poderia ser bem maior, e a fila de espera que conta com 35 mil pessoas poderia não existir.
    Fatores como a má distribuição de equipes transplantatórias no Estado, a não notificação de doadores à legislação, a inexistência de uma educação voltada à informação sobre transplantes, assim como a carência de campanhas sobre o tema, fazem com que o processo de transplantes no Brasil seja um verdaeiro dilema.
    Logo, para que o Brasil seja um doador de vidas é necessario que o Ministério da Educação crie uma nova disciplina para alunos do ensino médio e universitários intitulada ¨amor à vida¨, que informe sobre o que é a doação de órgãos e sua importância, através de professores qualificados, e que tenham especialização no tema. Cabe ao Ministério da Cultura realizar campanhas imagéticas sobre transplantes em hospitais.