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    No dia 13 de dezembro de 1954, o médico Eduardo Murray realizou o primeiro transplante bem sucedido e, deu inícios aos atuais processos de doações de orgãos. Entretanto, com o baixo incentivo à cultura de doações, acabam impossibilitando os brasileiros a usufruírem da conquista de Murray na prática. É paradoxal, portanto que, mesmo diante da necessidade de transplantes vicerais, o Estado e a Sociedade Civil não se mobilizam para dar eficácia ao êxito. Sendo assim, é preciso solucionar o impasse.
     Em primeiro lugar, os bancos de doações se mantem desesperançosos em relação a doação, pois enfrentam obstáculos com a sociedade que ainda é individualista. Como afirma o filósofo Adam Smith, em linhas gerais, que as ambições individuais levam a sociedade ao progresso e orienta como a maioria da população deve agir de acordo com a individualidade no meio evolucional nacional. Entretanto, a ideologia liberalista de Smith não deve ser aplicada à doação de orgãos sob pena de prejuízos a toda população.
     Contudo, é necessário que o Estado modifique a sua estratégia na orientação da população a respeito dos alotransplantes- aqueles que são realizados entre indivíduos de mesma espécie, porém geneticamente distintos. Nesse contexto, no ano de 1991, foi promulgada uma lei que obrigava a doação de todos os indivíduos que faleciam de morte encefálica. Porém, essa lei não gerou os efeitos esperados e casou uma revolta social, de modo que, se o Estado persistir nessa falta, o Brasil será obrigado conviver com um dos maiores problemas  do SUS: a fila de espera.
     Fica claro, portanto, que é preciso aplicar a conquista de Murray na sociedade. Sendo assim, é preciso que o Ministério da Saúde, juntamente com a mídia televisiva incentive a doação em horários comercias e nobres. De modo que, aborde o assunto de maneira clara a questão que ainda é tabú de desconhecida pelos brasileiros. Ademais, é essencial, que as escolas abordem em sala de aula o tema com objetivo de informar como ser doador e apresentar para sua família. Só assim, o que era uma conquista negligenciada possa ser uma conquista na contemporaneidade.