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    Rins, fígado, coração, córnea e pulmão, são variados os tecidos e órgãos que podem ser doados nos dias atuais. Embora haja campanhas que incentivem a doação de órgãos no país e o numero de doadores efetivos ter batido recorde em 2016, ainda não é o suficiente. De acordo com a Associação Brasileira de transplante de órgãos (ABTO), anualmente cerca de 200 pessoas morrem á espera de um transplante.
         É relevante abordar, primeiramente, que as famílias são fundamentais no processo de doação, pois, juridicamente, ela é detentora dessa escolha. Em muitos casos não há autorização familiar, fato evidenciado pelo Ministério da saúde, que em uma pesquisa constatou que quase metade das famílias rejeitam a doação de órgãos de um individuo que poderia se tornar um potencial doador. Isso, se dá por falta de informação de como vai ser feito o processo e de qual seria o estado do corpo após o procedimento, por exemplo há uma dúvida se a integridade física do morto será mantida, além de uma grande parte da população não compreender o significado de morte encefálica, já que muitos a confundem com o estado de coma e consequentemente acreditam na recuperação do paciente. Ademais, esse é um assunto pouco debatido, de forma mais íntima, entre as pessoas,com isso são poucos os indivíduos que manifestam a sua vontade de ser um doador, o que contribui ainda mais para a negação da doação por parte dos familiares.
         Em decorrência disso destaca-se a importância de informar as famílias a cerca desse fato. O documentário " Anjos da vida - Em busca da doação de órgãos" evidencia a importância da capacitação dos médicos e enfermeiros para que eles possuam a sensibilidade e a preparação para conversar com as famílias e explicar detalhadamente o processo de doação, para que elas compreendam e assim possam fazer sua escolha de forma mais adequada, além de evidenciar a efetividade do sus com relação a essas cirurgias, já que 90% são feitas pelo sistema público de saúde, fazendo com que a adesão seja maior, como acontece no hospital das clinicas da Unicamp desde 1994.
           Diante da problemática supracitada é fundamental que os índices de doação de órgãos no país aumentem. O ministério da saúde deve capacitar médicos e enfermeiros, através de cursos e palestras, para que eles possam informar e apoiar melhor as famílias dos possíveis doadores e em parceria com a mídia e com o Ministério da Educação deve promover campanhas que serão veiculadas em jornais televisivos, novelas e nas redes sociais, além de ser discutido em sala de aula, para que se sensibilizem as pessoas e principalmente os jovens para  que se discuta esse assunto no ambiente familiar, assim evitaremos que milhares de pessoas morram na espera de um transplante no Brasil.