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    No livro "Amor líquido", do sociólogo Bauman , é posto em questão a fragilidade das relações na atualidade, haja visto que segundo ele se vive em tempos de modernidade líquida. Assim, é indubitável a citação na atual conjuntura social cuja doação de órgãos vem se mostrando insustentável em números de doadores, sendo mister seu solucionamento, em um país onde um ensino arcaico em conjunto com a falta de informações e subsídios governamentais prevalece, sendo urge a adoção de medidas educacionais e governamentais no Brasil.
          Nesse contexto, a doação de órgãos corrobora para um aumento nos laços afetivos entre os indivíduos envolvidos, tendo em vista que a emoção prevalece em conjunto com o saber científico com o único objetivo de curar uma patologia. Entretanto, um sistema educacional arcaico no país colabora para o não estímulo dos laços afetivos ao passo que ensinam somente disciplinas de caráter racional e científico em uma sociedade predominantemente individualista e racional.
          Outrossim, tal contexto é reforçado pela insuficiente assistência governamental sobre o assunto, tendo em vista que este não investe em postos de coleta, insuficientes atualmente para a demanda do país que já encontra dificuldade com a não aceitação da população sobre o tema. Durkheim proferia que o fato social é a maneira ade agir e pensar, logo, se ver que um indivíduo age conforme o que aprendeu no contexto social, como se configura na doação de órgãos.
          Destarte, se faz urge o aumento nos números das doações. O governo Federal deve liberar verbas para a construção de mais postos de coleta para que a população tenham mais acessibilidade. Ademais, as instituições de ensino devem discutir o tema em rodas de conversa para que a população saia do atual subterfúgio mental, aumento em número as bolsas coletadas e tirando o tema do tabu social. Formar-se-à, assim, uma população passível de tornar comum esse gesto nobre a ser incentivado no país.