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    No filme "Um ato de coragem", Jhon toma uma atitude radical para salvar o filho: sequestra uma ala do hospital para que o menino receba o transplante de coração. A drama critica às listas de espera de transplantes de órgãos e a problemática que está por trás dela, dilema que o Brasil vem enfrentando há muito tempo, o que torna necessário que medidas sejam tomadas para que esse quadro mude.
          Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil teve um aumento de 63,8% nos transplantes de órgãos no decorrer de uma década , porém, para um país com 1 morte a cada 9 minutos, essa porcentagem está longe de ser a melhor. Ademais, o principal fator que dificulta a doação de órgãos é a falta de autorização das famílias para à cirurgia, consequência  do despreparo dos profissionais nas abordagens das pessoas sobre o tema, não esclarecendo a importância das doações.  
          Além disso, a má distribuição das equipes que fazem os transplantes pelo Brasil coopera para que o dilema persista. Enquanto no sul e sudeste há uma concentração desse tipo de mão de obra, o restante do país conta com pouca, ou em alguns estados nenhuma, especialidade na área, por conseguinte, acaba gerando migrações para onde se tem recursos, que em alguns casos, no decorrer do processo, ocasiona em óbito do paciente que está na fila de espera.
          Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve fazer campanhas educacionais à população, com panfletagens nos centros médicos e propagandas midiáticas, a fim de conscientizar sobre a doação de órgãos e tirar dúvidas relacionadas ao sistema de transplantes. Outrossim, a Receita Federal deve direcionar maior parcela de impostos, para a implantação de alas de cirurgias nos hospitais dos estados onde não há está especialização, com o intuito de descentralizar  este recurso de uma parte do país e oferecer melhor qualidade de vida às pessoas, dessa forma nenhum pai terá que tomar atitudes como a do personagem Jhon.