Dilemas da doação de órgãos

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    A partir de 1964, com o acontecimento do primeiro transplante de órgãos no Brasil, teve como consequência diversos comentários receosos sobre o assunto. Na contemporaneidade, a realidade não é tão distante disso, tendo em vista os desafios para a realização da doação. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o tabu social imposto na população e a falta de investimento por parte do Governo.
      É importante pontuar, de início, como a sociedade brasileira cria-se uma compreensão errada da doação de órgãos, podendo-se relacionar este pensamento com o conceito de fato social de Émile Durkheim, onde a um tipo de generalidade, atingindo todo um povo. Pode-se ter como exemplo, o entendimento que a doação seria entendida como a ''antecipação da morte'', por conta do indivíduo já agir tendo em vista o futuro, criando-se uma visão negativa do ato, em razão da falta de esclarecimento e informações do procedimento, onde acaba-se transmitindo esse pensamento a todos.
       Além disso, outro fator que corrobora com tal dilema é a falta de recursos financeiros direcionado em prol da doação. De acordo com dados do Estado de São Paulo, o índice é de 16,8 doadores por milhão de habitantes, tendo como motivo a insegurança decorrente da pequena estrutura a disposição para realização do ato e a má distribuição de funcionários preparados para tal situação de transplante de órgãos, resultando-se na dificuldade e inúmeras filas de espera.
      Fica evidente, portanto, que os desafios impostos na doação órgãos é algo extremamente de grande preocupação e necessita-se de soluções imediatas. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação criar campanhas educacionais , como palestra, utilizando-se de profissionais especializados, tendo como objetivo repassar maiores informações sobre o processo de doação de órgãos, podendo,assim, ter um aprendizado do processo para uso no futuro. Ademais, cabe ao Poder Judiciário a criação de projetos financeiros visando um melhor investimento estrutural e capacitado no transplante, a fim de diminuir as dificuldades e espera no procedimento.