Dilemas da doação de órgãos

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    Disseminação de informação: A pressão que promove o equilíbrio
          Funcionando como a osmose, na biologia, a qual afirma que para existir o equilíbrio do meio celular é necessário que haja uma pressão suficiente a fim de que acorra a passagem de água do meio menos concentrado para outro mais concentrado, os empecilhos para a doação de órgãos geram um desequilíbrio no sistema brasileiro de saúde. Com isso, ao invés de buscar-se operar como a pressão suficiente capaz de promover o equilíbrio do meio, levando o problema a extinção, fatores como a falta de informação e o despreparo dos profissionais da saúde, contribuem com a situação atual.       Primeiramente, cabe pontuar que grande parte da população carece de informações acerca da doação de órgãos, como a ciência das maneiras de se tornar um doador e como estar apto para isso. Ademais, com a falta de informes sobre o assunto, as pessoas podem acabar rejeitando e criando um tipo de preconceito relativo a questão. Prova disso, está na citação de Tertuliano, na obra "Apologia", na qual afirma que os indivíduos pré-julgam o que ignoram. Desse modo, a necessidade de referências a respeito da temática acaba contribuindo para a situação atual de persistência dos desafios no que tange ao legado de órgãos, o que ameaça o equilíbrio do sistema de saúde. 
          Outrossim, convém frisar que muitos profissionais da saúde não recebem o preparo necessário para saber lidar com a família dos pacientes viáveis para o programa de doação de órgãos. Por conseguinte, muitos parentes acabam negando a autorização para que o enfermo doe seus órgãos, mesmo em casos de morte encefálica. Prava-se isso através do estudo realizado pela Escola Paulista Superior de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no qual afirma que o principal motivo das recusas de concessão por parte da família, está na abordagem mecânica e truculenta dos profissionais responsáveis por comunicar a notícia. 
          Portanto, fica evidente a necessidade da tomada de medidas que executem a função da pressão suficiente. É imprescindível que o Ministério da Educação (MEC), Comunicação e Saúde, realizem campanhas acerca da temática, através de comerciais, redes sociais e principalmente palestras escolares, informando as formas de cadastro para se tornar um concessor e a importância dessa atitude. Além do mais, os hospitais, em consonância com o Ministério da Saúde e Secretaria da Saúde, devem implantar um curso de "comunicação em situações críticas", este já obtém ótimos resultados no Estado de Santa Catarina, destarte, resolvendo o atual problema do despreparo dos profissionais. Assim, a população com as informações adequadas e as famílias sendo devidamente comunicadas, funcionarão como a pressão suficiente capaz de restabelecer o equilíbrio do esquema de saúde.