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Enviada em: 31/10/2017

A lei 13.277/16, que instituiu 07 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, marca o aniversário da tragédia do Realengo, quando um ex-estudante invadiu uma sala de aula e atirou contra as crianças, causando 11 mortes. É notório não só aumento da violência derivada da prática de humilhação entre os estudantes, como também seu reflexo na sociedade contemporânea.          Relativo ao crescimento dos casos de jovens submetidos a situações vexatórias, pesquisas no IBGE relatam um aumento de 11,3% entre os anos de 2012 a 2015. De acordo com os alunos, esta prática envolve desde intimidação até violência física, que por consequência afeta o ser humano em sua socialização; no seu contato com outras pessoas. Deveras, um estudo publicado em 2013 na JAMA Psychiatry descobriu riscos elevados de depressão e ansiedade em adultos que sofreram bullying na idade escolar.        Segundo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Neste contexto, assegura-se que as consequências do bullying não se restringem aos muros das escolas, visto que é responsável por criar adultos agressivos, depressivos ou com baixa autoestima e, nos casos mais graves, geram homicídios e suicídios. De fato, o jovem suicida de 24 anos, responsável pelo tiroteio na escola em Realengo, foi vítima de opressão, humilhação e violência na adolescência.         Dado o exposto, medidas são urgentes. É mister a intervenção dos professores, no convívio diário com seus alunos, de modo a coibir toda prática de violência a qualquer estudante além de incentivar denúncias em casos de opressão. O Ministério da Educação deve disponibilizar psicólogos com finalidade de acolher jovens vítimas de bullying e promover palestras educativas sobre o assunto. A família possui papel vital através da transmissão de valores que demonstrem que todos os seres humanos são iguais, independente de qualquer problema físico ou psicológico. Ademais, a Mídia deve promover amplo debate sobre o tema com a finalidade de estimular a Sociedade a indagar sobre essa problemática. Afinal, uma sociedade que deixa de fazer isso está fadada ao retrocesso. Se todos estiverem empenhados na busca da melhora, ela surgirá como benefício a todos.