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    Durante a primeira Revolução Industrial, onde as pessoas eram submetidas a trabalharem muitas horas diárias a troco de baixos salários, em condições insalubres, desde muito pequenas crianças iam para as  fábricas, como meio de complementar a renda familiar. Séculos se passaram, mas a realidade permanece a mesma. Muitas delas são privadas de lazer e educação, submetidas a ambientes impróprios  e sujeitas à escravidão moderna, além suscetíveis a problemas de saúde.       Segundo a Constituição Federal, é proibido para menores de 16 anos a execução de qualquer trabalho, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos. As atividades de aprendizagem também não devem prejudicar a frequência nem o rendimento escolar do adolescente. Entretanto, a realidade que o Brasil enfrenta é totalmente contrária. O mapeamento da situação do trabalho infantil mostra que o número de trabalhadores precoces corresponde a 5% da população que tem entre 5 e 17 anos no Brasil. 
     Os serviços prestados por essa parcela da sociedade, além de prejudicial para seu desenvolvimento intelectual e como cidadão, também se torna nocivo ao colocar sua saúde em jogo. Dentre os trabalhos ofertados a eles, estão serviços domésticos. Estes submetem essas pessoas a movimentos repetitivos, o que pode levar a danos de difícil tratamento ou até irreversíveis, como é o caso da tendinite, bursite, contusões, fraturas, queimaduras e deformidades lombares. 
     Dessa forma, fica evidente que os problemas com a exploração do trabalho infantil apresentam raízes históricas, e permeia a sociedade até os dias atuais. Com isso, cabe ao Ministério da Educação (MEC) ampliar projetos de escolas em tempo Integral, como os CEPIs, a fim de que diminua o número de crianças nas ruas. Além disso, os meios midiáticos, por meio de ficções engajadas, devem abordar a temática, a fim de despertar o olhar da sociedade civil a cerca do problema.