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    A primeira Revolução Industrial marcou de forma significativa a vida da sociedade. Apesar dos inúmeros avanços, uma característica dessa revolução é objeto de debate até os dias atuais: o trabalho infantil. Sabe-se que as jornadas de trabalho durante a industrialização ultrapassavam as 15 horas diárias - inclusive para crianças. Outrossim, o Brasil atual ainda é acometido por resquícios desse episódio histórico, uma vez que a vulnerabilidade socioeconômica, em consonância com a negligência do Poder Público, corroboram para o trabalho precoce. Nesse sentido, são necessários subterfúgios para resolver o impasse.
          A princípio, é importante destacar as desigualdades socioeconômicas como fator crucial para o problema. A partir das Revoluções Burguesas, o modelo econômico vigente foi implantado na sociedade como fator revolucionário, empregando conceitos inovadores - como a possibilidade de ascender socialmente. Contudo, a meritocracia defendida pela lógica capitalista não leva em consideração a igualdade de oportunidades para que essa ascensão possa acontecer de forma justa e igualitária. Dessa forma, vários jovens se veem obrigados a realizar, precocemente, atividades remuneradas, na tentativa de garantir o "sustento" da família.
          Ademais, vale salientar a falta de atenção governamental como impulsionador do impasse. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, até 2004 ainda existiam 5.438 milhões de crianças e adolescentes que trabalham no Brasil - apesar da primeira Revolução Industrial ter acabado há mais de 200 anos. Tal quadro revela a necessidade do fortalecimento de políticas públicas para o combate ao trabalho infantil, visto que o Estatuto da Criança e do Adolescente é claro ao afirmar, em seu quarto artigo, que é dever da sociedade em geral e do Poder Público garantir a dignidade e o respeito aos jovens.
    
          Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de resolver a inercial problemática. Nesse sentido, é imprescindível que o Ministério da Economia, por meio de verbas governamentais, fortaleça os programas de apoio à juventude - como o Bolsa Família, por exemplo. Tal ação visa o suporte econômico de famílias socialmente vulneráveis, garantindo a permanência de crianças e adolescentes em ambiente escolar. Dessa forma, o Brasil poderá iniciar o processo para resolver a problemática do Trabalho Infantil.