Enviada em: 16/07/2019

É cabível afirmar, que os problemas enfrentados pela população idosa no Brasil atual, se relacionam diretamente com a falta de investimentos e preocupação por parte do Estado. Em consonância com o desrespeito e discriminação advindo do cidadão não pertencente a esta faixa etária, que devido aos avanços do mundo globalizado vem adotando valores egocêntricos. Desse modo, deve-se analisar as causas que fazem dessa problemática uma realidade no país.    Neste âmbito, é válido salientar que a população que mais cresce no Brasil é aquela com idade superior aos 60 anos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE).Todavia,é notório que o Estado se encontra passivo à estes dados devido a desorganização política juntamente com os processos de corrupção presentes no país.Desse forma não efetua condutas pautadas no bem-estar e capacitação tecnológica do idoso.Sendo que tal progresso representaria uma conquista para a inserção desta classe no mercado de trabalho,pois garante melhorias no sistema psicomotor. Como explica o presidente do Conselho de Emprego Relações do Trabalho da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP), José Pastore.  Dessa forma, é importante ressaltar que o desrespeito sofrido pelo cidadão envelhecido, nos locais públicos e principalmente dentro da própria casa ,contribuem para a não resolução do problema. Pois, por influencia dos avanços tecnológicos juntamente com as políticas do mundo globalizado, pautadas na difusão do egocentrismo e utópico ideal de felicidade faz com que  população brasileira em geral viva em tempos de modernidade líquida como expressa o filósofo Zygmunt Bauman, no qual o senso coletivo se atrofia e o idoso fica a mercê do sistema. Como expressa  a pesquisa realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos Brasileiro em 2017 no qual,  registrou mais de 33 mil casos de agressões em pessoas com idade  acima dos 60 anos.  Logo, medidas para resolver tal desafio devem ser tomadas, como a aprovação da reforma na previdência para a não saturação do sistema, visto que conforme os dados apresentados no texto esta faixa etária é a que mais cresce. Portanto, uma parceria entre  o poder legislativo e a mídia tida como maior precursora de informações se faz necessária, para a criação de uma lei a ser veiculada por meio de campanhas, propagandas e programas de televisão pautada no incentivo à inserção do idoso no mercado de trabalho em consonância como a divulgação de valores como respeito e a universalização da sociedade. Para que assim os ideais de Zygmunt se tornem uma utopia para o povo brasileiro.