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    Os rolezinhos e o consumo
        Após a Revolução Industrial, iniciada no século XIX, houve um grande aumento na produção de bens materiais, que, por sua vez, trouxe uma significativa mudança nos valores sociais. Atualmente, observa-se uma exacerbada valorização do consumo, sendo esse visto, frequentemente, como o único caminho à felicidade. Nesse contexto, os rolezinhos representam a materialização da descontrolada ascensão do valor atrelado ao consumo na sociedade pós-moderna. 
        Essa materialização associa-se inexoravelmente à tese da sociedade massificada, defendida pelos pensadores da Escola de Frankfurt, Adorno e Horkheimer, sobre a postura passiva e acrítica do homem na sociedade industrial. Nesse sentido, o funk da ostentação foi disseminado de modo tão vasto entre os adolescentes que os conduziu à padronização e à perda de consciência crítica. As vítimas desse processo, majoritariamente os jovens membros de camadas mais pobres, tornam-se, de certa forma, isolados e mais ainda passíveis à massificação. 
        Tal vulnerabilidade justifica a importância dada ao consumo pelos adolescentes em questão, levando-os, infelizmente, a práticas ilegais como o roubo e o furto, que desencadeiam situações de violência e agressão nos shoppings. Devido a isso, é comum que as pessoas pensem que a solução para essa problemática estaria no banimento da entrada desses jovens nos espaços. No entanto, tratando-se de um espaço constitucionalmente público, o shopping deve receber a população sem restrições baseadas em etnia, idade ou classe social.  
        Uma maneira eficiente de solucionar o fenômeno dos rolezinhos, em suma, seria a melhoria na segurança e fiscalização nos shoppings, por meio do aumento na quantidade de câmeras de segurança. A regulamentação para todos os shoppings, implementada pelo Ministério de Segurança Pública, atuaria na redução da incidência de acontecimentos indesejáveis, possibilitando, dessa forma, um convívio social pacífico da população nos ambientes públicos.