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    É consenso entre vários pensadores da Psicologia que os jovens e adolescentes gostam de conviver em grupo. Entretanto, após os avanços tecnológicos, principalmente com o surgimento das redes sociais,este processo foi intensificado originando os chamados "rolezinhos", que são encontros em shopping center ou outros locais. Estes momentos se configuram em formas de contestação do sistema capitalista e de apropriação, por jovens pobres, de espaços dos quais geralmente são excluídos.
    
          Historicamente o Brasil se consolidou como um dos países cujas desigualdades socioeconômicas são uma das maiores do mundo. Tal processo é resultante do modelo escravocrata que durou muitos séculos e cujo processo favorece a permanência e a concentração de renda nas mãos da elite branca. Em reação a isso surge o funk ostentação, no qual há a alusão a posse de bens restritos à classe dominante e também os "rolezinhos" buscando contestar o modelo de consumo vigente e a exclusão social resultante dele.
          Por outro lado, algumas pessoas usaram o movimento de forma criminosa promovendo saques e ações de vandalismo o que gerou perturbações e insegurança nos espaços onde haviam os encontros. Estes atos de desrespeito ao direito de ir e vir, dentre outros, resultaram em grande repressão por agentes de segurança e na diminuição dessas reuniões. Assim , a identidade e as causas que impulsionaram o movimento foram se diluindo devido aos atos criminosos.
          Dessa forma, é possível destacar que os "rolezinhos" são importante forma de protesto contra o sistema vigente e de apropriação dos espaços sociais. Para isso, é importante impor limites aos comportamentos dos jovens explicitando os seus direitos e deveres enquanto cidadãos, o que pode ser feito pelas famílias através da educação para a cidadania. Assim, estes movimentos de fato serão vias de promoção de reflexão e de mudança social.