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    Antes do fenômeno social dos "rolezinhos" explodir, os shoppings das grandes cidades, eram divididos em duas categorias, criadas pelo senso comum: os shoppings populares, destinados a grande parte da população, e os shoppings de elite, reservados á uma restrita parcela da sociedade. Tais divisões eram baseadas no público que frequenta esses espaços, e no preço das lojas que os constituem. Contudo, a partir de 2013, essa categorização de ambientes, foi quebrada pela entrada das classes mais baixas da sociedade, nos shoppings de alto padrão, e isso evidenciou dois fatos: a segregação racial e social ainda presentes na sociedade e a crescente ideia da ostentação como filosofia de vida. 
        Os "rolezinhos" expõem, de forma dura e clara, a separação de raças e classes, presente na população. Porém, ao invés de apoiar essa segregação, como a prática da "camarotização" faz, o fenômeno do "rolezinho" promove a quebra de tal discriminação, com pobres e ricos, negros e brancos coexistindo, em um mesmo espaço. Tal separação tornou-se clara, uma vez que a elite, o grupo mais interessado em manter a apartação, precisou chamar a polícia para restringir o espaço e assim, excluir as classes baixas, do ambiente antes, destinado a eles. Para então, quebrar essa discriminação é necessário a criação de mais espaços públicos, reservados a população como um todo. 
          Outro fato ilustrado com os "rolezinhos", foi a crescente busca dos jovens da periferia, em mostrar que podem ostentar bem como qualquer outro indivíduo de classe alta. Isso porque, em uma lógica capitalista, a sociedade privilegia aquele com maior poder aquisitivo, não importando sua origem. Assim, os adolescentes acreditam, e isso fica claro até mesmo na produção artística desses jovens, que quanto mais eles ostentam, maior é o seu espaço na sociedade. Somente através da desconstrução dessa ideia, é possível acabar com a lógica capitalista que impulsiona a apartação. 
             Por fim, o Ministério da Cultura, com a utilização de recursos públicos ou por meio de parcerias público-privada, pode promover obras que geram espaços de lazer públicos e com qualidade, onde toda a sociedade possa desfrutar do ambiente e conviver sem discriminação. Além disso, é necessário desconstruir a ideia da ostentação, que somente aquece o capitalismo, e isso pode ser feito através da educação, no ensino da Sociologia, as escolas podem assumir esse papel de lecionar sobre como a sociedade pode ser mais igualitária. Assim, o país caminha para maior igualdade, que é ideal para o nosso desenvolvimento como nação democrática.