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    Inicialmente o funk era usado para caracterizar e chamar atenção da sociedade para a vida nas favelas, uma realidade que era bastante despercebida de modo geral. Já atualmente, esse estilo musical mudou suas vertentes de cunho social para a ostentação, o que antes mostrava uma realidade humilde e difícil, passou e ser retratado com muito luxo e soberba. A partir daí o surgimento dos "rolezinhos", que inventados pelos MC's, tinham função de divulgar sua música e por meio dela chamar atenção para o novo modo de vida das favelas. 
          No fim de 2013 aconteceu o primeiro deles, que foi o pontapé inicial para vários outros. Os jovens negros, pobres e moradores de favela tomaram gosto pela coisa e viam a necessidade de se reunir cada vez mais em busca de atenção e diversão, esses jovens foram reprimidos pelo preconceito de ricos que se sentiam incomodados pelo fato de estarem num ambiente que antes só era comum a pessoas de mesma classe que eles, ou pelo menos que aparentassem isso.
           Para satisfazer o desejo de uma classe mais favorecida, a polícia entra em ação, reprimindo e proibindo os participantes desses tipos de encontros. O que explicita o quanto há diferenciação de níveis sociais enraizados em uma realidade baseada nas aparências; sim, pois esses encontros em nada ferem o bem estar de outrem, tendo em vista que o shopping deve ser um local de diversão para todos, desde que essa atividade não atinja negativamente ninguém. 
           Em síntese, é nítido que os moradores da favela estão cada vez tomando seu espaço na sociedade - e os "rolezinhos" são marca dessa contemporaneidade -  o que antes não era comum, e os mesmos viviam em uma espécie de confinamento nos morros e fazendo apenas coisas que eram taxadas para pessoas de sua posição social. Uma solução cabível seria que os meios de comunicação mostrassem mais coisas a respeito das favelas, coisas boas, sobre o seu crescimento e como o modo de vida vem melhorando por lá; outro meio seria para que a administração dos shoppings entrassem em um acordo com os organizadores dos encontros para que fosse estabelecido um número de pessoas no dia da ocorrência dos eventos, assim o ambiente ficaria mais acessível e trafegável tanto para as pessoas que estavam participando, quanto para os demais clientes do estabelecimento.