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    Países subdesenvolvidos, por apresentarem uma industrialização tardia, sofrem um intenso processo de periferização, como é o caso do Brasil. Atualmente, a incidência dos "rolezinhos" contam com a periferia como um fator decisivo na compreensão do problema. Recentes polêmicas envolvendo esses encontros evidenciam um forte processo de segregação socioespacial, aliado a um passado histórico repleto de exclusões sociais.
      O estabelecimento de áreas nobres, em paralelo ao surgimento de favelas  prova o quão polarizado é o espaço urbano do Brasil. Um bom exemplo dessa divisão urbana a social  é a criação de condomínios que oferecem inúmeros serviços aos seus moradores, reduzindo a dependência externa e interiorizando as classes mas favorecidas. Sendo assim, os "rolezinhos" representam o rompimento dessa barreira, que desagrada a muitos.
      Além disso, um notável histórico de exclusão social diz bastante sobre a origem dessa segregação, que caracterizou a proibição desses encontros em shopping's. Durante a reforma urbana realizada por Pereira Passos, no Rio de Janeiro, ocorreu a demolição de cortiços - moradia de pessoas humildes, no centro-, que gerou um intenso processo de favelização, perpetuado até os dias atuais. A consequência disso é o crescente preconceito social, presente na restrição dos encontros.
     Em síntese, conforme supracitado, o fenômeno dos "rolezinhos" representam um acúmulo de fatores socioeconômicos e históricos. Buscando medidas efetivas para evitar casos de exclusão, cabe ao legislativo a criação de uma lei que multe estabelecimentos comerciais que restrinja seus serviços a classes sociais específicas, mediando acesso pleno a qualquer cidadão. Cabe também  ao ministério da cultura a criação de campanhas que busquem a integração de culturas periféricas, evitando seu subjulgamento.