Enviada em: 13/05/2018

O filósofo Aristóteles defendia o conceito de justiça como um ponto de equilíbrio na sociedade. Entretanto, de maneira análoga, o histórico desafio de se valorizar o professor da-se por uma falta de equidade social derivada da omissão do Estado. Desse modo, isso se evidencia por meio da desvalorização salarial, como também por falta de investimentos na educação.   Primordialmente, o escritor Gilberto Dimenstein, em seu livro " Cidadão de Papel", diz que as leis brasileiras funcionam apenas na teoria. Nesse sentido, muitos direitos que garantem uma vida digna ficam apenas no papel e não na prática. Destarte, a categoria dos professores não é valorizada remuneradamente como deveria ser. Consequentemente, muitos profissionais dobram a carga de trabalho para conseguir uma renda maior e, dessa forma, a profissão exercida fica cada vez mais desgastante.  Ademais, carreiras profissionais como medicina e direito são muito mais prestigiadas, acarretando na falta de interesse das pessoas em serem professores. Por conseguinte, o Estado investe muito pouco em educação ocasionando um sistema educacional falido. Dessa forma, o desinteresse do aluno em sala de aula, também, é um agravante. Logo, o Brasil deve espelhar-se no Canadá que tornou-se uma superpotência em educação, de acordo com o site G1, por intermédio da valorização salarial e social do professor.   Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para solucionar o impasse. À vista disso, é dever do Poder executivo aumentar o valor do piso salarial dos professores , por meio do reajuste da remuneração, com o intuito de elevar a valorização dessa categoria para que a garantia da equidade e uma vida mais digna possa ser cumprida. Além disso, o Estado deve destinar maiores verbas ao Ministério da Educação com a intenção de melhorar a educação brasileira, por meio de melhorias na infraestrutura escolar, com o objetivo de atrair e reter o interesse do aluno. Só assim, quiçá, seja possível alcançar o equilíbrio proposto por Aristóteles....