Enviada em: 12/08/2017

As grandes transformações mundiais ocorridas a partir da Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, no século XVIII, culminaram na chamada Revolução do Conhecimento, que teve início por  volta da década de 1970. Nesse contexto, presume-se que a informação ocupe posição de destaque na formação dos cidadãos. Não obstante, é possível afirmar que, no Brasil, os professores têm redução constante de prestígio social, o que vai de encontro à tendência percebida nos países mais desenvolvidos. A problemática persiste em virtude da deficiente formação técnica desses profissionais, em consonância com a negligência da sociedade em relação aos educadores.                É indubitável que, na Era da Informação, os professores devem envidar esforços na intenção de obter o mais elevado grau de conhecimento. No entanto, em decorrência dos baixos salários recebidos, essa categoria geralmente realiza extensa jornada de trabalho, ocupando, muitas vezes. os três turnos diários. Assim, se por um lado as instituições de ensino superior ofertam uma gama de cursos de extensão, por outro os docentes não dispõem de tempo para frequentá-los. Segundo o sociólogo Émile Durkeim, quanto mais eficiente for o processo educativo, melhor será o desenvolvimento da comunidade em que a escola estiver inserida. Nesse sentido, não há como dissociar a eficiência da educação do processo de capacitação dos responsáveis pelo ensino.              Outrossim, no que se refere às atitudes da sociedade perante à desvalorização do professor, cabe salientar que a população, mormente as famílias dos estudantes, tem responsabilidade na consolidação do respeito a esse profissional. Conquanto os mestres já tenham usufruído de considerável prestígio no passado - situação relevante no sentido de motivação para o exercício da vocação - hoje os professores chegam a temer o exercício de suas funções, haja vista que o desrespeito põe professores em risco. Comprova-se isso pelo fato, noticiado no Jornal Folha, que o Estado de São Paulo foi condenado, por decisão judicial, a indenizar uma professora que sofreu agressão física dentro da sala de aula, em horário de trabalho.                 Destarte, conforme o pensamento de Durkeim supracitado, a valorização do professor está relacionada ao desenvolvimento do País. Nesse âmbito, o Ministério da Educação precisa revisar os planos de cargos e carreiras da classe, com redução da jornada de trabalho para professores matriculados em cursos de mestrado e doutorado, no propósito de alavancar o conhecimento. Ademais, as escolas devem realizar atividades periódicas com alunos e famílias, com o propósito de conscientizar a comunidade escolar desse problema. Assim, tornar-se-á possível combater a desvalorização do professor, que permanece intrinsecamente ligada à realidade do País.