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    Na obra Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, os indivíduos eram sempre motivados a praticarem alguma modalidade esportiva, pois, para os governantes, tais práticas mantinham o corpo social coeso e garantia-lhes o lazer. De forma análoga, a atual sociedade brasileira tem usado do esporte para garantir a plena cidadania de comunidades menos favorecidas social e economicamente. Assim sendo, faz-se necessário analisar as consequências do esporte na vida dos cidadãos que o praticam.
     A princípio, uma das implicações do esporte na vida em sociedade é a diminuição da criminalidade. Segundo um estudo realizado pela Unesco no Brasil, programas de apoio ao esporte diminuem a taxa local de delitos em até 30%. Ou seja, dar a uma população o acesso ao lazer garante a criação de vínculos e compromissos nessa comunidades, facilitando, assim, a mudança da triste realidade das favelas e periferias, que são as áreas, no contexto brasileiro, de maior incidência criminal. 
     Além disso, outro efeito da presença do esporte na vida das pessoas é a familiarização dessas com obedecer regras e deveres. Conforme as teorias contratualistas do século XVII, em especial a de Thomas Hobbes, é necessário que a população saiba respeitar as leis do Estado, para que haja harmonia. Nesse viés, pode-se concluir que o esporte auxilia na formação de cidadãos, já que, constantemente, treina-os a seguir os regimentos típicos de cada atividade.
     Portanto, dado os diversos benefícios promovidos pelo esporte, torna-se necessário continuar com as instalações de práticas esportivas no Brasil, em especial em zonas carentes. De início, o Ministério da Cidadania deve construir quadras esportivas em áreas de alta taxa de criminalidade, e também, mediante concursos públicos, contratar graduados em Educação Física para realizarem projetos esportivos de inclusão nesses edifícios, afim de atrair a comunidade da região. Dessa maneira, a nação brasileira poder-se-á desenvolver assim como na sociedade huxleyana.