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    País em movimento 
          Em um mundo cada vez mais tecnológico e individualista é latente a necessidade de estimular ainda mais a prática de atividades físicas coletivas. Nesse contexto, é inegável que o esporte é um modo de socialização e cuidado com a saúde física e mental dos indivíduos, no entanto, muitas escolas e espaços públicos não têm acesso a essa importante ferramenta inclusiva. Conforme o sociólogo Karl Marx “as inquietudes são a locomotiva da nação”. Assim, é preciso ampliar as oportunidades, buscando garantir a equidade e os direitos dos cidadãos. 
          Em primeiro lugar, importa considerar os benefícios da atividade física no âmbito da prevenção da violência e também das doenças. Pesquisas divulgadas no site Netsaber mostram uma correlação entre a falta de equipamentos esportivos, como quadras e áreas verdes, com o aumento da criminalidade em determinadas regiões. Essa constatação se deve ao poder do esporte de mostrar novas perspectivas de vida às crianças e jovens, além de integrá-los a um grupo que aprende sobre regras, disciplina e trabalho em equipe. Ademais, a prática contribui para o crescimento mais saudável, tanto físico, quanto psicológico, combatendo males como a obesidade, a depressão e a ansiedade. 
          Entretanto, em detrimento das comprovações benéficas da recreação para a formação digna dos indivíduos, ainda são insuficientes os investimentos em espaços esportivos, principalmente em regiões mais pobres. De acordo com o site O Globo apenas 26 % das escolas públicas do ensino fundamental possuem quadras de desportos. O filósofo chinês Confúcio já dizia que não corrigir as falhas é cometer novos erros. Dessa forma, a postura do novo governo em cortar custos com a educação e a não valorização dos atletas vai de encontro à garantia dos direitos do povo, gerando mais violência, desigualdade e miséria. 
          Deve-se, portanto, adotar mecanismos para expandir o poder emancipatório do esporte no Brasil. Cabe ao Ministério da Economia oferecer deduções fiscais às empresas e atletas que contribuírem com projetos de incentivo ao esporte, com o objetivo de angariar maiores recursos para a causa. Já as ONG's da área recreativa, em conjunto com a mídia, deve cobrar do Ministério da Cidadania, a criação de áreas de entretenimento nas comunidades carentes e escolas públicas, usando os recursos de doações de jogadores de futebol famosos e de organizações engajadas, a fim de retirar crianças e jovens das ruas e levar para espaços de competição, lazer e aprendizado. Assim, será possível colocar a nação em movimento, como preconizado por Marx.