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    Apenas Teoria 
       À mercê do cenário desenvolvimentista do século XVIII, o movimento iluminista teorizou, como um dos seus maiores legados, a legitimação de estados aptos a enfatizar o bem estar social coletivo. No entanto, a fragilidade na valorização do esporte, como instrumento de cidadania no território brasileiro, demonstra a instabilidade de agentes sociais em cumprirem premissas constitucionais — pondo em xeque a ideologia prezada no século das luzes. Verifica-se, assim, a necessidade de intervir na problemática com um olhar maior de enfrentamento.
        Em primeiro plano, é de suma importância ressaltar o papel do esporte como mecanismo pedagógico e socializador. Para Paulo Freire, patrono da educação brasileira, a procura por conhecimento, atrelado à prática, é uma das ferramentas mais valiosas para a consolidação de indivíduos aptos ao crescimento intelectual e cognitivo. Nesse panorama, torna-se evidente que o esporte, junto ao caráter pedagógico proposto por tal ferramenta, é detentor da habilidade de transformar realidades pessoais e encaminhar cidadãos à procura por novos conhecimentos. Nesse âmbito, é visível que esse aparato esportivo ocupa um pilar indispensável para a legitimação da harmonia pessoal e social.
          Por outra perspectiva, a fragilidade do poder público em ministrar e desenvolver aparatos esportivos expõe a ineficácia desse órgão para com a sociedade civil. Isso se torna claro ao analisar uma coluna midiática feita pelo ''Jornal Nexo'' —  na qual expõe a participação insuficiente de projetos e eventos esportivos nas principais comunidades brasileiras, que culmina na ociosidade de jovens e na diminuição do índice de atividades físicas. Logo, o dado informacional contribui para a visualização de um meio social mais fadado a crescentes impactos negativos, enquanto não houver interferência de agentes executores.
           Impende, pois, a adoção de condutas nas quais priorizem criar e preservar projetos esportivos, com o fito de fazer jus à própria Carta Magna verde-amarela, que garante lazer a todos os cidadãos. Por conseguinte, convém ao Ministério da Educação enfatizar na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) o incentivo às atividades físicas.  Por meio do agendamento de aulas na quadra de escolas e instituições, abertas para todas as idades, com flexibilidade de horários,  o estado auxiliaria na construção de uma sociedade mais saudável e com crianças e adolescentes mais sociáveis e ocupados. Assim, construir-se-ia um meio social com maior qualidade de vida e cumpriria, na prática, as premissas teorizadas pelo iluminismo.