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    De acordo com a Constituição Federativa Brasileira, promulgada em 1988, é previsto o direito à saúde, habitação, segurança e educação. No  contexto atual, entretanto, tal cenário idealizado não se estende à questão esportiva, visto que a ausência de incentivos representa um retrocesso social ao Brasil. Nesse sentido, convém analisar como a herança histórico cultural e o poder público afetam negativamente essa problemática.
      Em primeiro lugar, a herança histórico cultural apresenta-se como relevante na formação de uma sociedade preconceituosa e segregacionista em relação às diferenças étnicas. Isso acontece, pois após a abolição da escravidão, com a Lei Áurea em 1888, não houve medidas inclusivas do negro no tecido social. Desse modo, o esporte possui função de homogeneização social e garante o exercício pleno da cidadania às diferentes esferas da população brasileira. 
         Por conseguinte, a inoperância estatal na implementação de políticas públicas socioeducacionais eficazes representa um impedimento para ampliação dos benefícios esportivos à comunidade. Isso é afirmado, uma vez que, de acordo com dados divulgados pelo IBGE, apenas 25% dos brasileiros são atletas não profissionais de alguma modalidade. Dessa maneira, é inadmissível a perpetuação desse cenário em detrimento do bem-estar físico e psicológico do tecido social, visto que contradiz os direitos assegurados pela Constituição.
         Fica evidente, portanto, que o esporte e a cidadania na sociedade brasileira sofrem devido à população e ao poder público. À vista disso, faz-se necessário que o Ministério do Esporte, em parceria com empresas privadas, amplie o acesso aos benefícios sociais propiciados pela prática esportiva, por meio da disponibilidade de locais públicos equipados e profissionais da área salutar, com realização de campanhas que incentivem a participação da comunidade e a preservação desses ambientes, a fim de garantir a execução plena da Constituição Brasileira.