Esporte e cidadania na sociedade brasileira

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    Pelé — considerado por muitos o maior futebolista da história — cresceu numa cidade pobre de São Paulo, de modo que seu talento e seu empenho pelo futebol foram absoltos para a modificação de sua vida. Nesse exemplo, percebe-se a grade importância da prática esportiva como mecanismo de propósito e de inclusão, em especial no contexto do Brasil — país com grandes desigualdades regionais.
       Em primeira análise, nota-se a relevância do esporte para o desenvolvimento emocional e civil do indivíduo, sobretudo em regiões de alta periculosidade. Segundo o psicólogo Jean Piaget, existem quatro etapas para a formação da consciência moral, nas quais a “socionomia” seria a fase de influência dos diversos grupos sociais. Sob essa perspectiva, em regiões em que a força do chamado para a vida ilícita é frequente, o desporto é essencial, visto que dá um sentimento de pertencimento, bem como aproxima a família.
        Além disso, verifica-se no esporte não somente o desenvolvimento social e afetivo mas também a inclusão. Na antiga Esparta, crianças deficientes eram sentenciadas à morte, pois não poderiam ser guerreiras. No entanto, na contemporaneidade, conduzida da forma correta, a prática esportiva estimula o respeito, a empatia e a cidadania. Um exemplo disso é o destaque nacional e internacional, assim como a qualidade de vida facultada aos atletas portadores de deficiência nas Paralimpíadas.
        Infere-se, portanto, que o desporto é primordial para a manutenção dos valores de uma sociedade democrática. Com isso, cabe ao Ministério da Educação (MEC), junto dos secretários de educação, destinar verbas para a construção/manutenção de áreas esportivas nas instituições de ensino públicas, a fim de mitigar as desigualdades. Em adição, o MEC deve promover cursos on-line de especialização para os professores, em especial os de educação física, com enfoque na psicologia inclusiva, de maneira a conduzir a formação de indivíduos cidadãos.