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    Na Grécia antiga, o esporte era visto como uma forma de valorização do corpo. Durante o Império Romano, este era utilizado como princípio bélico. Já no mundo polarizado, ele era tomado como um mecanismo de influência. No entanto, no Brasil, tendo em vista as disparidades socioeconômicas estabelecidas, a prática esportiva pode ser vista como um processo de cidadania. Cabe, então, analisar a importância dessa atividade e os obstáculos enfrentados para sua garantia.
          Em primeiro lugar, é necessário apontar os impactos sociais trazidos pela prática esportiva. Nessa perspectiva, Aristóteles discutia sobre a catarse, ou seja, o reconhecimento subjetivo por meio de determinada arte ou atividade. Desse modo, o esporte pode ser visto como um método catártico, ao passo que apresenta novas oportunidades aos seus praticantes em meio ao seu contexto social. Isso se deve ao fato de que esse processo se mostra como um meio de inclusão, uma vez que, em tese, pode ser praticado por todos.
          Não obstante, é preciso ressaltar que existem inúmeros empecilhos para estabelecer essa realidade. Nesse sentido, o Brasil, caracterizado pela alta disparidade social, não permite que a prática esportiva seja efetuada por todos. Prova disso, foram os dados do censo do IBGE (instituto brasileiro de geografia e estatística) de 2015, os quais mostram que, em média, apenas 40% dos brasileiros praticam algum tipo de esporte, tendo como a falta de tempo a principal justificativa. Com isso, é notório que o processo de segregação social se dê, também, nesse âmbito.
          Diante do exposto, fica claro, portanto, que a prática de esportes é fundamental para a sociedade, todavia, possui inúmero desafios. Nesse aspecto, a fim de reverter essa situação, é mister que o Ministério da Cultura invista na criação de feiras esportivas em espaços públicos. Dessa maneira, por meio de atividades com acompanhamento de especialistas, será possível apresentar um nova realidade às diversas classes sociais. Apenas assim, poder-se-á corroborar a ideia aristotélica de catarse.