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    Sob o ponto de vista de São Tomás de Aquino, importante filósofo e teólogo da Idade Média, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma relevância, além dos mesmos direitos e deveres. No entanto, percebe-se que, no Brasil, nem todos usufruem da cidadania plena fundamental, a exemplo da população pobre e periférica. Nesse sentido, surge o esporte como ferramenta de inclusão, transformação e desenvolvimento social. Dessa forma, é essencial que o Estado, aliado aos setores desportivos, promova avanços nesse âmbito.
     Deve-se pontuar, de início, que a prática de esportes é um meio recreativo atemporal: na Grécia Antiga, por exemplo, tornou-se comum competições de arremesso e premiações aos vencedores. Contudo, nos dias hodiernos, é necessário destacar a relevância do esporte nos meios carentes e a sua capacidade de moldar e desenvolver habilidades em crianças e jovens. Além disso, os projetos esportivos, quando realizados em função da sociedade, permitem a inclusão de minorias — garantindo o pleno exercício da democracia cidadã. Por conseguinte, constrói-se nos ginásios um ambiente plural e rico em diversidade, permitindo a troca de vivências, conhecimento e respeito.
      Nessa perspectiva, é importante ressaltar, além do supracitado, que a ausência de esportes e políticas inclusivas prejudica, principalmente, os indivíduos marginalizados da sociedade brasileira. Isso ocorre devido, em grande parte, à ausência de oportunidades que são ofertadas em locais em que há espaços para a prática de esportes. Sendo assim, o jovem desamparado tente a buscar outros meios  — às vezes, ilícitos — para ocupar o ócio.
      Posto isso, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. Dessa maneira, o Ministério da Educação deve elaborar materiais didáticos, como pequenas histórias em quadrinhos, para alunos do ensino fundamental e médio, com um conteúdo que aborde acerca da importância da prática de esportes, conscientizando, desde cedo, os jovens. Em paralelo, é interessante que o Governo Federal amplie o número de projetos esportivos, sobretudo, nas periferias, promovendo, concomitantemente, competições e campeonatos que estimulem a participação de crianças e adolescentes.