Esporte e cidadania na sociedade brasileira

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    Embora o Brasil tenha melhorado a realidade social de sua população, ainda há locais onde o Estado não se faz presente. O que traz como resultado uma sociedade extremamente estratificada. Portanto, é fundamental que ferramentas como o esporte possam funcionar como agentes transformadores e muitos deixarem de ser apenas habitantes para se tornarem cidadãos. 
                 O acesso ao esporte é um dever do Estado. Essa atividade vista como uma ação integrada e complementar ao desenvolvimento humano é um direito social previsto na Constituição brasileira. Assim, o acesso a sua prática é obrigação do governo a partir de formulação de políticas públicas. O projeto Esporte e Cidadania, por exemplo, que está presente em áreas de vulnerabilidade social do Rio de Janeiro é um modelo em que o Estado pode seguir para agir em locais esquecidos e ajudar a transformar a realidade de jovens que, na maioria das vezes, estariam nas ruas perto do tráfico. 
                    O esporte educa. A sua prática ajuda os jovens a lidarem com regras e aprender a respeitá-las bem como as diferenças e na integração da comunidade. Dessa forma, o futuro do país gastará energia e tempo com algo que lhe ensinará viver em sociedade, não nas ruas onde podem corrompê-lo. O filme Invictus do diretor Clint Eastwood mostra o poder transformador do esporte ao contar a história da África do Sul, ainda muito dividida logo após o apartheid. O presidente Nelson Mandela acredita que pode unificar a nação por meio do rúgbi ao juntar forças com o capitão do time na Copa Mundial de Rúgbi de 1995. 
               Logo, onde há esporte existe transformação. O Brasil possui um prêmio chamado "Prêmio Empresário Amigo do Esporte" em que homenageia apoiadores de projetos desportivos, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte de 2006, e é fundamental que esse projeto se expanda. É necessário que ele se torne presente em todos os municípios brasileiros. Dessa forma, um país continental com suas regionalizações poderá direcionar as demandas para cada esporte por meio dos secretários municipais, além de inserir a iniciativa privada na realização de uma conquista para a comunidade sem tantas burocracias que o Estado exige e integrar a sociedade na busca de soluções para os problemas que a afetam.