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    Na copa do mundo de 1938, o maior artilheiro do Brasil foi o Leônidas da Silva, um carioca negro e de baixa renda que teve sua ascensão social por causa do seu talento futebolístico. É indubitável que o esporte atua até hoje como ferramenta da cidadania. No entanto, é notório que por falta de investimentos, o alcance populacional é baixo e injusto com os indivíduos menos favorecidos. Entender as causas desse processo é fundamental para a construção de um país melhor e mais democrático.
    Em primeira análise, é preciso enfatizar a elitização do esporte. Apesar de ser um mecanismo no combate à violência urbana e promover a inclusão social, o poder público fornece poucas ferramentas para que tais práticas sejam efetuadas. Prova disso, são os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, no qual alegam que menos de 30% das escolas públicas de ensino fundamental possuem quadras esportivas. Desta forma, torna-se notório o descaso do Estado ao se tratar da democratização do esporte.
    Ademais, o acesso dessas atividades de forma profissional dificilmente são praticadas nas periferias. É muito comum a mídia relatar casos de jovens que hoje são famosos por causa do esporte, e o que há de comum entre eles é o local de origem, sendo quase sempre estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Tal fator prova que o pouco que é investido advém de grandes empresas e Organizações Não Governamentais (ONGs), as quais têm como objetivo tornar o esporte acessível. Porém, vê-se que indivíduos de outras federações raramente são vistos em campeonatos. Desta forma, é notório que apesar de válida a afirmativa de esporte como meio para a cidadania, ainda é insuficiente para o alcance de todos.
    Portanto, são necessárias práticas de inclusão esportivas. Primeiramente, é de extrema importância que o Governo disponibilize infraestrutura adequada para a sociedade. O Ministério da Cidadania, no qual está intitulados as práticas esportivas, aliado com o Ministério da Educação, construam quadras para atividades não só em escolas, mas também em locais de acesso geral. Além disso, é importante a presença de profissionais especializados das mais diversas modalidades para que ocorra de fato a formação de novos atletas. Outrossim, é interessante a utilização de ações afirmativas para garantir a atuação de atletas de todos os estados em seletivas de campeonatos esportivos. Dessa forma, o esporte brasileiro trabalhará de forma incisiva na inclusão social, tornando-se assim mais justo.