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    O ano de 2016 foi marcado pela realização dos Jogos Olímpicos no Brasil. Tal evento é de extrema importância para a preservação e valorização da prática esportiva mundial. Entretanto, o evento no Rio de Janeiro revelou a precariedade em assistência ao esporte brasileiro. Na época, a mídia nacional abordou o assunto em diversos aspectos, incluindo a maneira como a atividade esportiva é inserida desde a educação básica escolar até a formação superior no Brasil. O cenário de inacessibilidade e falta de investimento que foram expostos é inaceitável, visto que, o engajamento esportivo de uma sociedade influencia na construção do caráter de cidadania nacional. 
      Segundo a Constituição de 1988, o acesso ao lazer e a saúde constituem direito básico. A prática de esportes é considerada como uma forma de integrar ambas as garantias constitucionais. Todavia, há uma defasagem nas políticas de implementação de estrutura ao esporte no Brasil, sobretudo em escolas de ensino público. Estima-se que menos de 30% das instituições públicas de ensino possuem quadras poliesportivas, o que impede a realização regular de atividades lúdicas entre crianças e jovens. Tal realidade provoca a piora no desempenho escolar e a longo prazo aumentará a taxa de evasão, segundo previsão da Organização das Nações Unidas.
      Ademais, a ausência de práticas esportivas obstrui a construção de valores sociais e emocionais na fase infanto-juvenil. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, atividades lúdicas orientadas por um profissional qualificado são responsáveis pelo desenvolvimento expressivo de questões relacionais humanas. De maneira paralela, estudos abordam a relação íntima entre saúde mental e atividades físicas, graças a liberação de hormônios do prazer e bem estar, podendo combater doenças como depressão e transtornos de ansiedade. 
      Dessa forma, o investimento em infraestrutura esportiva no Brasil deve ser tratado como prioridade, visto a sua associação com a saúde pública e cidadania nacional. Por isso, o Ministério da Saúde e da Cidadania, devem trabalhar em prol do incentivo ao engajamento esportivo no Brasil através de financiamentos em diferentes realidades. Cita-se, como exemplo, a promoção de serviços poliesportivos ao público nas grandes cidades, como academias ao ar livre e professores capacitados para atender a população. Nesse sentido, o intuito de tal medida deve ser a integração em diferentes níveis sociais, garantindo ao cidadão e a sua família o acesso a uma vida de bem estar e saúde.