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    Durante o período colonial, o Brasil tinha como marca o extrativismo vegetal em prol de lucro no mercado externo. Atualmente, em meio a um novo contexto histórico-cultural, é perceptível que essa mentalidade não foi superada, o que pode ser um risco ao meio ambiente. Nesse contexto, surgem as leis ambientais, com o intuito de apaziguar os efeitos negativos. Assim, com base na ideia de flexibilizar essas leis, cabe a pergunta: Quais serão as possíveis consequências dessa medida? 
          Em primeiro lugar, vale analisar o pensamento daqueles que defendem essa decisão. De acordo com eles, as leis atuais são muito rígidas, fato que compromete, entre outros fatores, a economia nacional, ao passo que dificultam a produção agrícola. Esse cenário possui, também, raízes históricas, já que - desde o período imperial - nossa agricultura se baseia em plantation, ou seja, produzir para o mercado externo, cuja característica marcante seja o uso de grandes áreas para plantio. Dessa forma, é previsível que o meio ambiente não seja uma das maiores preocupações, de forma que essa flexibilização se torne um ponto muito importante.
          Por outro lado, é necessário analisar o viés negativo de valorizar o lucro em detrimento do meio ambiente. Nesse sentido, a PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), em relatório de 2018, afirmou que a humanidade está próxima de tornar irreversível o uso de recursos naturais. Com isso, o desmatamento pode tomar dimensões muito grandes, uma vez que, além da perda de fauna e da flora; a sociedade poderá ser acometida com mais desastres ambientais. Afinal, com menor rigor, situações como a de Brumadinho e Mariana serão, de fato, ainda mais negligenciadas.
          Diante do exposto, fica claro, portanto, que a flexibilização das leis ambientais permeia inúmeros aspectos, o que requer mais atenção. Para tanto, é mister que o Ministério do Meio Ambiente invista em mais tecnologias ligadas à produção agrícola. Dessa maneira, com base nelas, será palpável a redução de áreas desmatas, além de diminuir os riscos de acidentes, pois implicará menor exploração.