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    Segundo Bernard Shaw, ''ninguém é melhor por ter nascido em determinado país ou família'', não se aplica perfeitamente ao Brasil, pois o meio ambiente está sofrendo sérias consequências devido a flexibilização e com o não cumprimento das leis ambientais. Sobre esse viés, cabe analisarmos as causas e consequências das relações entre a flexibilização das leis ambientais e seus impactos.
       Em primeira análise, a busca por desenvolvimento acelerado, no Brasil, fez com que governos tomassem medidas que não respeitassem o meio ambiente. Nesse sentido, a construção da Transamazônica, visando conectar o Norte do país com o Sul, a transposição do Rio São Francisco e a construção de barragens, traz consigo o desenvolvimento da região, movimenta a economia, mas, em contrapartida, agredi o meio ambiente. Além disso, o Brasil é um país em que sua economia baseia-se no agronegócio e nos serviços do setor primário, os quais estão associados diretamente ao meio ambiente, isso faz com que o Governo pense bem antes de tomar alguma decisão que afete a economia do país.
       Em segunda análise, em consequência dos fatores citados anteriormente, o desequilíbrio ambiental é certo. Dessa forma, a falta de fiscalização e aplicação da lei em algumas regiões do Brasil levam aos desastres ambientais, como os ocorridos em Mariana e em Brumadinho, onde barragens contendo lama oriunda de processos de mineração foram destruídas, causando a morte inúmeras pessoas e danos irreparáveis ao meio ambiente. Semelhantemente, o agronegócio com os insumos agrícolas, os agrotóxicos, vem trazendo consigo poluição de lençóis freáticos, desertificação e, em casos mais graves, a morte de pessoas por intoxicação.
       Portanto, deve existir o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade do meio ambiente, pois o Brasil depende de ambos. Dessa  maneira, cabe ao Governo conceder isenção de  alguns impostos para empresas que respeitem o meio ambiente e pratiquem a sustentabilidade em seus negócios, criando, assim, um vínculo positivo entre o desenvolvimento das empresas com a natureza. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente, deve analisar a longo prazo os efeitos das criações de suas leis sobre o meio e montar em conjunto com o IBAMA e as policias locais pontos de fiscalização dessas leis, para que elas sejam respeitadas e devidamente cumpridas.