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    Os últimos anos foram marcados por vários acidentes ambientais, se destacando pelos casos de Brumadinho e o de Mariana que, por coincidência, pertenciam à mesma empresa de extração mineral. Essas duas tragédias, juntas, contabilizaram centenas de mortes e dezenas desaparecidos, isso sem considerar as vidas dos animais e dos ecossistemas locais.      Diante tais fatos, é possível considerar que o amolecimento das leis ambientais poderá tornar esse tipo de ocorrência mais frequente e, também,  incentivar a extração mineral em locais protegidos.
           A princípio, o Brasil é um dos países que possui as leis ambientais mais severas e desenvolvidas do mundo, no entanto, nem mesmo esse atributo foi o suficiente para que tragédias pudessem ser impedidas. Os acidentes acontecem por decorrência de uma série de negligências, e flexibilizar essas regras só faria com que as normas, que antes eram julgadas necessárias, se tornem, dia um dia para outro, inúteis. E o não seguimento dessas normas podem ocasionar o aumento de acidentes e danos a natureza.
          Além disso, o Brasil possui grandes jazidas de minério e que estão espalhados pelo território nacional, principalmente em locais que não são permitem o extrativismo. Não é de hoje que empresas tentam operar em regiões protegidas, porém, por conta das regras, elas ficam impedidas de dar incio a esta prática de forma legal. Com a reformulação das normas ambientais, é possível que o garimpo venha a ser permitido nessas áreas, contribuindo com o desmatamento, a contaminação do solo, dos rios, e, por sequente, possibilitando a ocorrência de mais acidentes.
    
          Portanto, a flexibilização das leis ambientais tornaria recorrente os acidentes ocasionadas pelas empresas de extração mineral, pois, haveria mais empresas operando e que não estariam sendo obrigadas a seguirem as normas que antes eram necessárias. Convém salientar que há  necessidade de uma fiscalização rigorosa e uma aplicação mais severa da lei. Dessa forma, será o suficiente para que casos como o de Brumadinho e  o de Mariana não venham acontecer, poupando vidas e perdas.