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    Plantation. Mineração. Cultura cafeeira. Política do café com leite. Esses eventos históricos comprovam que, no Brasil, o poder econômico e político sempre esteve muito concentrado no meio rural, principalmente até a introdução das industrias de base e a consolidação das leis trabalhistas proposta por Vargas. Hoje, por conseguinte, essa estrutura permanece concentrada, o que gera problemas ambientais e sociais.
               Hugo Penteado, economista brasileiro, afirmou que a estrutura econômica tradicional exclui duas variáveis: natureza e sociedade. Porquanto o modelo de consumo atual gera grandes lucros às empresas em detrimento da natureza cujas áreas estão cada vez mais exploradas e desmatadas. Esse é o caso do cerrado brasileiro que, com o avanço da soja para a região centro oeste, já teve mais de 50% da suas áreas desmatadas. Da mesma forma, a floresta amazônica a qual sofre constantes impactos ambientais devido ao avanço da pecuária na região. Logo, flexibilizar as leis ambientais trará mais prejuízos à fauna e à flora, além de mais desigualdades sociais.
                    Desta forma, além dos problemas ambientais, são notórios os conflitos sociais no campo: MST (movimento dos sem terra); grileiros ( pessoas que falsificam documentos para ter o domínio de terras); atritos constantes em áreas indígenas; mortes no campo, principalmente na região MAPITOBA (compreende uma área dentro dos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins, e Bahia), que é hoje a região rural mais violenta do país. Em síntese, todos esses conflitos são resultado da concentração de terras, do desemprego com a mecanização do campo ( revolução verde) e o poder que, historicamente, foi dado aos grandes latifundiários. 
                      É necessário, portanto, maior fiscalização e controle das leis ambientais, já que o lucro é proporcional à destruição. A reforma agrária é um fator importante para a diminuição das desigualdades, e transformações necessárias para as próximas gerações.