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    Sob a perspectiva da socióloga Hannah Arendt, o pior mal é aquele visto como algo comum. Nessa circunstância, tal conduta é potencializada no contexto social vigente, uma vez que os impactos da flexibilização das leis ambientais são negligenciados no Brasil, mesmo tendo conhecimento sobre seus efeitos, algo nocivo ao meio ambiente e à saúde pública. Dessa forma, faz-se profícuo analisar os prejuízos sociais fomentados em decorrência disso, bem como o descaso governamental frente essa problemática.
         De acordo com o filósofo iluminista Immanuel Kant, o homem é fruto da educação . Nesse ínterim , é notório que a educação ambiental da sociedade é deficitária, e pouco prepara os cidadãos no que tange à conciliação entre natureza e desenvolvimento, posto que à falta de orientação a respeito dos impactos causados por tal flexibilização torna-se impulsionadora do problema. Ademais, à ausência de leis severas permite o manejo em áreas de conservação, e, por conseguinte, a exploração indiscriminada aumenta, propiciando desastres ambientais, pois não há empecilhos legais para inibir essa situação. Essa realidade preocupa, pois além de comprometer a integridade do meio ambiente, viabiliza a redução da biodiversidade.
        Outrossim, vale salientar o quão o uso de agrotóxicos corrobora com a perpetuação do problema. Aliás, frusta constatar que, em vez de buscarem eliminar essa imprudência, as políticas públicas têm favorecido a continuidade dela, vale ressaltar que segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), de 2002 a 2012 o Brasil aumentou cerca de 115% o uso de agrotóxicos. Isso acontece porque com o uso deste o agronegócio tem se beneficiado, assim, devido o aumento da produtividade, não há preocupação efetiva com desenvolvimento sustentável. Tal negligência prejudica inúmeros ecossistemas, além de expor a saúde pública a possíveis intoxicações, sendo então, intolerável.
        Fica claro, portanto, a necessidade de um planejamento sustentável. Nesse sentido, é fundamental que o Mistério do Meio ambiente, em parceria com os meios midiáticos intensifique a promoção de propagandas, por meio de narrativas ficcionais que retratem o tema em questão, e os possíveis danos causados ao meio ambiente devido a flexibilização das leis. Paralelamente, cabe ao Poder legislativo aumentar a rigidez das leis ambientais, por meio da criação de mecanismos que dificultem o processo de impacto ambiental, com o fito de amenizar os impasses causados. Assim, será possível reverter a teoria proposta por Hannah Arendt.