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    Segundo Aristóteles, a legislação é necessária para a harmonia da sociedade. Nesse contexto, percebe-se a importância de discutir o impacto que a flexibilização das leis ambientais tem no Brasil, ao poder ocasionar ainda mais a perpetuação de uma história de exploração e perda da biodiversidade.
      Antes de tudo, faz-se necessário analisar as políticas ligadas ao meio ambiente. Percebe-se o menosprezo à administração ambiental a partir do momento em que o governo atual propõe o fim do Ministério do Meio Ambiente. Nesse viés, é nítido que o capitalismo tudo transforma em mercadoria, como diria Marx. O desejo de desmantelar um ministério tão importante evidencia a necessidade de menos fiscalização como meio para o fim de uma lógica capitalista: o lucro. 
      Além disso, tais ações demonstram o descaso com a diversidade ecológica do Brasil. Tal menosprezo é reflexo de anos de exploração, parte da história do país. Desde o princípio, na época pré-colonial, a biodiversidade brasileira foi de interesse exploratório aos portugueses e intensamente elogiada na literatura de informação. Apesar do reconhecimento de tamanha beleza e importância, a necessidade de lucrar ultrapassou, na maioria da vezes, a necessidade de preservação ambiental. As consequências de explorações são sofridas e percebidas cada vez mais, através de desastres catastróficos como o de Brumadinho, que ocasionam perda ambiental e irreversíveis. Flexibilizar a legislação é permitir que outros desastres como este aconteçam.
      Portanto, torna-se evidente a necessidade de maior fiscalização e proteção ambiental para a harmonia de todos os seres. Dessa forma, indivíduos devem buscar constantemente dados ambientais com o objetivo de cobrar dos governantes políticas ambientais efetivas. Governos federal, estadual e municipal devem colaborar em prol da preservação e, em conjunto a empresas, população e os agricultores, discutir políticas públicas que possibilitem um desenvolvimento sustentável.