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    O filme de ficção científica “O dia depois de amanhã” relata diversos desastres ambientais e demonstra a irreversibilidade da maioria dos fenômenos da natureza. Fora da ficção, ambientalistas e chefes de governo discutem medidas cabíveis para conter possíveis tragédias climáticas e ambientais. No entanto, a flexibilização das leis ambientais brasileiras trazem impactos negativos para a sociedade, seja pela já precária fiscalização, seja pela irreversibilidade dos desastres ambientais.
        Em primeiro lugar, a legislação brasileira é abrangente, mas mostra falhas na sua efetividade pela falta de fiscalização. Isso pode ser comprovado pelo fato do Brasil ter um território vasto e como consequência possuir uma fiscalização deficitária e má estruturada para atender todas as demandas. Aliado a isso, o ambientalista Rômulo Mello relata ao jornal “O Globo” que o número baixo de propriedades rurais regularizadas junto ao Governo, se apresenta como um problema a ser enfrentado pelo país. Dessa forma, para que as leis sejam efetivas e não ocorra o avanço de crimes ambientais, é necessário investir em uma fiscalização eficiente.
       Em segundo lugar, os impactos ambientais, são em sua maioria irreversíveis, devido a lentidão na recuperação ambiental. Segundo reportagem do portal G1, mesmo passados alguns anos após o rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana, os impactos ambientais e sociais ainda são visíveis e em alguns casos como relatado pelo site “Agencia Brasil” demoraram mais de 15 anos para se reestabelecer a biodiversidade do local degradado. Desse modo, a flexibilização das leis ambientais, possui um grande risco, pois quaisquer dano ambiental causado poderá levar décadas para recuperação do meio ambiente.
        Portanto, medidas são necessárias para mitigar os possíveis impactos negativos. Para que os órgãos de fiscalização ambiental possam fiscalizar todo o território brasileiro, urge que o Governo Federal, implemente medidas de mapeamento das propriedades rurais, por meio da utilização de drones e outras tecnologias que facilitem a vigilância em territórios de difíceis acessos. Além disso, será dever da sociedade civil exigir o fortalecimento das leis ambientais, para que não ocorra desastres como o de Mariana e Brumadinho. Somente assim, evitaremos cenários distópicos como o do filme “Um dia depois de amanhã”.