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    Em biologia, na área de parasitologia estuda-se a respeito dos vírus, que são organismos os quais dependem de um ser vivo para realizar seu metabolismo, ou seja, eles infectam as células, sugam os nutrientes e partem para a próxima. A respeito disso, é possível fazer uma analogia entre esses seres e o complexo agroindustrial brasileiro, pois ele degrada faixas de terra e depois simplesmente passam para outras. Todavia, o projeto de flexibilização das leis ambientais, é o mesmo que enfraquecer as defesas do corpo, ou seja, não pode haver graves consequências, como o crescimento desordenado de áreas agrícolas e intensificação de problemas ambientais. Diante disso, medidas devem ser tomadas para que haja uma mudança positiva da relação brasileira com o meio ambiente.
      Primeiramente, de acordo com pesquisa do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil tem mais de 140 milhões de hectares de terras degradadas por áreas de cultivo, aliado à isso, há a expansão da fronteira agrícola sobre a Floresta Amazônica. Então, perce-se que ao flexibilizar as leis ambientais, esse processo de derrubada, plantio e degradação tende a se intensificar, ou seja, é o mesmo que diminuir a responsabilidade pelo crescimento, fato que põe em risco até mesmo o futuro do agronegócio, pois as terras cultiváveis não são infinitas. A esse respeito, o engenheiro florestal Eduardo Campello diz que é necessário investir em tecnologia de recuperação dos espaços degradados.
       Além disso, a aprovação do projeto pode causar o agravamento dos problemas ambientais brasileiros, o desmatamento na Floresta Amazônica continua a aumentar, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais revelam aumento de 88% da devastação, em relação ao junho de 2018. Então, o enfraquecimento de Leis ambientais acaba por prejudicar toda a nação, haja visto que a flora dessa floresta é responsável pelo regime de chuva em todo o Brasil, e segundo o climatologista Antônio Nobre impede o resto do país de virar um deserto. Dessa forma, políticas que possam trazer risco a integridade amazônica devem ser rejeitadas.
       É preciso portanto, que sejam adotadas medidas a favor do meio ambiente. Contudo, além de vetar o projeto de flexibilização das leis ambientais, cabe ao Ministério da Agricultura adotar medidas efetivas de compensação nas áreas degradadas, com a ampliação da fiscalização e adoção de projeto de lei que obrigue a restauração dos solos, promovendo um modelo de agricultura mais sustentável e impedindo o avanço sobre florestas. Cabe também ao Ministério do Meio Ambiente conter o crescimento do desmatamento na Amazônia, por meio de investimento em pessoal, com intuito de melhorar a efetividade de órgãos como o IBAMA, e assim salvar o país de um colapso ambiental.