Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

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    José de Alencar e outros autores do romantismo buscaram relacionar o indianismo e a dependência com a natureza, demonstrando o meio ambiente como importância histórica. Diante desse quadro, a inaceitável flexibilização de leis ambientais viola a relação entre meio e sociedade e promove prejuízos incontornáveis para a sustentabilidade dos organismos biológicos.
      A propaganda do consumo, amplamente difundida por empresas ligadas à produção, afeta o equilíbrio do planeta Terra, de modo que recursos naturais são retirados sem precauções. Para que haja o desenvolvimento sustentável, entretanto, leis ambientais devem, de certa forma, limitar a superexploração estimulada pelo comércio, pois, desse modo, haverá controle tanto da retirada de elementos naturais quanto da utilização da terra - necessário para a preservação do meio. Segundo o filósofo Francis Bacon, ''só se pode vencer a natureza obedecendo-lhe''.
      Diante dessas constatações, negligenciar o amparo ambiental traz incalculáveis prejuízos. O desastre de Brumadinho, em que uma barragem de mineração rompeu, destruindo moradias e afetando a fauna e a flora local demonstra a relação fatal entre ausência de fiscalização e exploração compulsória. Desse modo, o paradoxo entre o suposto progresso, vinculado unicamente ao lucro capital e a decorrente destruição comprova o fato de que não há vitórias em territórios sem lei.
       Por conseguinte, para reverter esse quadro faz-se necessário a relação proporcional com a fiscalização ambiental e o desenvolvimento econômico. Por meio de ministérios, o Governo deve exigir o compromisso legal, ético e moral de proprietários rurais, de empresas e de trabalhadores livres com as devidas normas de proteção ao meio ambiente, multando-lhes caso não houver cooperação. As normas, por sua vez, devem ser planejadas por órgãos ligados à preservação da natureza e formuladas a partir da análise particular de cada ambiente bem como sua capacidade natural de se reconstituir, a complexidade de espécies que ali habitam e, com isso, estipular uma taxa máxima de exploração. Somente assim a relação romântica entre natureza e sociedade prosperará.